A cerca viva conhecida como thuja, uma conífera perene amplamente utilizada para cercas de privacidade, está enfrentando proibições em diversas cidades da Europa. Essa mudança nas regulamentações surge em resposta a preocupações sobre a saúde ambiental, a segurança contra incêndios e os impactos negativos no solo.
Embora a thuja tenha sido uma escolha popular em novos empreendimentos habitacionais, agora ela está se tornando uma planta indesejada em muitos municípios. A thuja é reconhecida por formar barreiras verdes densas, mas sua utilização tem sido contestada.
Em países como a França, as autoridades locais estão revisando planos de zoneamento para restringir o uso dessa planta em áreas novas e em regiões propensas a incêndios. Embora não exista uma proibição nacional, as regulamentações municipais estão se tornando mais rigorosas, excluindo a thuja de projetos de construção e áreas públicas.
Impactos ambientais da thuja
Ecologistas criticam a thuja por seu baixo valor ecológico. As características da planta a tornam semelhante a uma “muralha verde”, que não fornece alimento ou abrigo adequados para a fauna local. As folhas da thuja podem acidificar o solo, dificultando a sobrevivência de organismos benéficos, como minhocas e fungos.
Além das questões ambientais, a segurança contra incêndios é uma preocupação crescente. A folhagem da thuja contém óleos voláteis que, em condições secas, podem aumentar o risco de incêndios.
Especialistas alertam que uma cerca viva de thuja pode se tornar um combustível perigoso em áreas urbanas, especialmente durante períodos de seca. As chamas podem se espalhar rapidamente, representando uma ameaça significativa para residências próximas.
Diante das restrições crescentes, muitos proprietários estão sendo incentivados a substituir suas cercas de thuja por opções mais sustentáveis. Os especialistas recomendam a remoção completa das thujas, incluindo as raízes, e a reabilitação do solo, que pode ter sido afetado pela acidez da planta.





