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Índia exige pagamento de R$ 5,3 bilhões da Venezuela para retomar negócios

Por Henrique Cesaretti
03/02/2026
Venezuela

Créditos: Reprodução/Wikimedia Commons

Índia e Venezuela mantêm há anos uma relação baseada principalmente no setor de energia, justamente pela força do petróleo venezuelano e pela alta demanda do mercado indiano. No entanto, essa parceria enfrenta agora um novo impasse financeiro que trava a retomada de negócios entre os dois países.

O governo da Índia passou a exigir o pagamento de cerca de 1 bilhão de dólares (R$ 5,3 bilhões) da Venezuela como condição para retomar a compra de petróleo bruto. Conversas aconteceram entre ‌o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e a presidente interina da Venezuela Delcy Rodríguez.

Esses recursos envolvem dividendos que deixaram de ser pagos pela PDVSA, estatal de petróleo da Venezuela, ao longo dos últimos anos. Justamente por conta da crise econômica e das sanções internacionais, os repasses foram sendo adiados até se tornarem um entrave comercial.

Atualmente, a dívida é estimada entre 600 milhões e 1 bilhão de dólares, montante considerado elevado por parte dos indianos. No entanto, Nova Délhi afirma que sem a quitação total não há garantias para novos contratos de fornecimento.

Outro ponto que pesa nessa decisão é o custo logístico do transporte do petróleo venezuelano até a Índia. Um carregamento pode levar até 45 dias para chegar ao destino, o que aumenta riscos financeiros e operacionais.

Além disso, existe o temor de que pagamentos futuros sejam automaticamente usados para abater a dívida antiga. Essa possibilidade torna as operações menos atrativas para empresas indianas ligadas ao Estado.

Créditos: Reprodução/Wikimedia Commons

Ainda assim, algumas companhias privadas da Índia surgem como exceção nesse cenário. A Reliance Industries, por exemplo, não possui débitos com a PDVSA e pode negociar pagamentos diretos, até mesmo à vista.

Venezuela enxerga esse impasse de forma delicada

Para o país sul-americano, a situação é delicada, já que o país precisa de liquidez imediata para sustentar sua economia. No entanto, aceitar novas exportações sem resolver o passivo financeiro pode ampliar ainda mais o problema.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Henrique Cesaretti

Henrique Cesaretti

Jornalista formado pela Universidade São Judas Tadeu (SP). Tem passagem pela Rede Minas de Televisão, além de sites esportivos como VerdãoWeb e SPFC.NET. Já atuou como correspondente para diferentes sites, com a redação de notícias.

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