A crise de 1929, conhecida como Grande Depressão, teve início nos Estados Unidos com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em outubro daquele ano. Antes mesmo do colapso, a produção industrial já apresentava sinais de desaceleração, enquanto o consumo europeu diminuía após a recuperação pós-Primeira Guerra Mundial.
O desequilíbrio entre oferta e demanda gerou superprodução, queda nos preços e redução nos lucros das empresas, levando a falências e aumento do desemprego. A crise rapidamente se espalhou pelo mundo devido à interdependência econômica global, afetando países industrializados e exportadores de commodities.
Entre 1929 e 1933, a produção industrial caiu quase pela metade, e a taxa de desemprego atingiu 25% da força de trabalho. A deflação e a redução de salários completaram o quadro de crise, tornando a situação insustentável para grande parte da população urbana e rural.

Impactos globais e medidas de recuperação
O efeito da Grande Depressão variou de país para país. No Canadá, a forte dependência das exportações de trigo e produtos industrializados para os EUA provocou queda significativa na produção e no PIB, com taxas de desemprego elevadas.
Na Alemanha, a recessão intensificou a instabilidade política, facilitando a ascensão de regimes extremistas, como o nazismo. Outros países europeus, como Reino Unido e França, sofreram quedas nas exportações e aumento do desemprego, enquanto a União Soviética permaneceu relativamente isolada devido à sua economia socialista.
Nos EUA, Franklin D. Roosevelt lançou o New Deal em 1933, com programas de emprego, assistência social e reformas financeiras. Obras públicas geraram milhões de empregos e a regulamentação bancária buscou prevenir crises futuras, mas a recuperação total só veio com a Segunda Guerra Mundial, devido ao aumento da produção industrial e do gasto público.




