Tīwhiri é o nome do primeiro filhote de kākāpō nascido na Nova Zelândia após um intervalo de quatro anos. Este evento marca o início da temporada de reprodução dessas aves raras, que são as mais pesadas e longevas do mundo.
A espécie, que quase foi extinta, está em processo de recuperação devido a um programa de reintrodução promovido pelo Governo Federal da Nova Zelândia. Apesar dos avanços, os kākāpō ainda são considerados em risco crítico.

Características e hábitos dos kākāpō
Os kākāpō são aves noturnas, que não voam e preferem se esconder durante o dia. O nome kākāpō significa “papagaio da noite” em Māori, a língua do povo nativo da Nova Zelândia. A mobilidade restrita e o longo período de reprodução, que ocorre a cada 2 a 4 anos, tornaram essas aves vulneráveis no passado.
Antes do início do programa de reintrodução, a população havia caído para apenas 51 indivíduos em vida livre, mas agora conta com 237. Nesta temporada, foram contabilizados 187 ovos, dos quais 74 são férteis.
A equipe do Departamento de Conservação afirma que nem todos os ovos eclodirão e que a sobrevivência dos filhotes é incerta. Segundo Deidre Vercoe, os kākāpōs estão entre as espécies mais monitoradas do mundo, exigindo intervenções na reprodução para preservar a diversidade genética.
A mãe biológica de Tīwhiri teve quatro ovos férteis, e o filhote foi chocado por Yasmine, que não tinha ovos, já que fêmeas kākāpō criam melhor até dois filhotes. Com plumagem verde, olhos frontais e bico cinza, a espécie pode viver até 100 anos.





