Em meio ao debate crescente a respeito das escalas de trabalho, a dona do ChatGPT apontou qual seria o sistema ideal para os dias atuais. Por meio de um documento, a OpenAI sugeriu uma semana de trabalho de 32 horas e impostos sobre trabalho automatizado.
O texto contém sugestões de políticas públicas para lidar com o impacto da inteligência artificial no ambiente de trabalho, cujos efeitos são equiparados aos de invenções como a eletricidade e o motor de combustão. Ao todo, são 13 páginas de propostas genéricas.
Em um misto de otimismo tecnológico e preocupação, o documento destina-se a legisladores e políticos dos Estados Unidos. A startup argumenta que devem ser criadas maneiras de redistribuir os ganhos trazidos pela tecnologia e fazer a transição do trabalho para que a eficiência da máquina reduza a necessidade de horas de trabalho humano.

A OpenAI sugere que “empregadores e sindicatos façam testes-piloto limitados no tempo de semanas de 32 horas/quatro dias sem perda de salário e que mantenham os níveis de produção e de serviço constantes”. Após os testes, as empresas poderiam adotar o modelo de forma permanente, a depender dos resultados.
Bonificação por produtividade
Além da diminuição da carga semanal, a dona do ChatGPT também sugere a implementação de um sistema de bônus por produtividade “para que os dividendos da eficiência se transformem tanto em segurança financeira de longo prazo, como em tempo para os trabalhadores”.
O documento ainda aponta a possibilidade de um imposto sobre o trabalho automatizado, algo que Bill Gates, fundador da Microsoft, defende há algum tempo. O tema chegou a ser discutido em território europeu, mas não chegou a se tornar lei.
De toda maneira, esse é um discurso um tanto incomum para a companhia do Vale do Silício. Mas são palavras que vão no caminho da automação de tarefas vai levar a uma transformação profunda do mercado de trabalho.









