Os profissionais do terceiro país mais seguro do mundo trabalham quatro dias por semana e têm direito a três dias de descanso remunerado. Enquanto aqui no Brasil ainda estamos discutindo a possibilidade do fim da escala 6×1, a realidade na Islândia é completamente diferente há algum tempo.
O país europeu foi um dos pioneiros nos testes em larga escala. Após realizar as primeiras iniciativas com a população, começou a implementar a redução da jornada de forma gradual até adotar quatro dias de forma massiva. Isso fez a rotina de trabalho de vários cidadãos cair para 35 horas semanais sem alteração nos salários.
O modelo funcionou e virou um padrão em várias empresas. O primeiro passo da medida foi dado em 2015, enquanto a escala foi adotada em 2019, depois de conversas diretas com o governo. No começo, segundo dados oficiais, foram separados 2.500 funcionários, pouco mais de 1% da população ativa do país, para seguirem o modelo 4×3.

Durante a fase de testes, 86% dos funcionários se colocaram a favor da mudança e, então, o projeto foi oficializado. Em 2025, o número de trabalhadores nessa escala foi de 90% da população ativa, o que indica a aderência massiva da jornada de trabalho de quatro dias.
Análises apontam que o rendimento das empresas não caiu após a adoção da escala 4×3, muito pelo contŕaio. Em alguns setores, houve até mesmo um aumento da produção, o que contraria a ideia de que menos dias trabalhados é igual a menor produtividade.
Além disso, os indicadores apontam melhorias na saúde mental e aumento da presença paterna na criação de crianças e adolescentes. Esse é mais um dos bons exemplos para o Brasil, que segue na discussão da redução da escala para cinco dias trabalhados.
Islândia é o 3º país mais seguro do planeta
Quando o assunto é bom exemplo, a Islândia quase sempre é citada. Afinal, os indicadores do país europeu estão quase sempre entre os melhores. É o caso da área da segurança, por exemplo: em 2023, a nação foi eleita a terceira mais segura do mundo.





