Ao longo da carreira, Pelé foi disputado por clubes do Brasil e do exterior, mas permaneceu fiel ao Santos e à Seleção Brasileira. Embora seu currículo por clubes pareça curto, isso se deve mais às escolhas pessoais do Rei do Futebol do que à falta de interessados. Diversas negociações chegaram a acontecer — e quase se concretizaram — antes de serem descartadas por detalhes.
O raro “não” do Sport ao jovem Pelé
Entre as propostas envolvendo o Rei, uma história chama atenção: o Sport Recife foi, possivelmente, o único clube brasileiro a recusar Pelé. O episódio ocorreu em 1957, quando o jovem atacante de 17 anos foi oferecido pelo Santos para um período de amadurecimento no time pernambucano.
Um telegrama enviado por Carlos Henrique Roma, membro da diretoria santista, aos dirigentes rubro-negros Adamir Menezes e José Rozenblit comprova a oferta. O Sport, porém, considerou o contrato curto — apenas quatro meses — e acreditou que a pouca idade do atacante não justificava o investimento.
Meses depois, Pelé seria campeão mundial pela Seleção Brasileira e começaria a se tornar um fenômeno global.

Vasco tenta contratar, mas brilho em campo muda o rumo
Antes do Sport recusar, o Vasco da Gama entrou na disputa. O clube carioca, favorito de Pelé na infância, recebeu a proposta do Santos, mas optou por observar o desempenho do jovem antes de tomar uma decisão.
Pelé, então com 16 anos, disputou quatro jogos por um time combinado entre Vasco e Santos na Taça Morumbi, no Maracanã. Ele marcou três gols contra o Belenenses, balançou a rede contra Flamengo e Dínamo Zagreb e chamou a atenção de todos — inclusive dos próprios vascaínos.
Quando o Vasco finalmente decidiu avançar na contratação, já era tarde: o Santos desistiu de negociar após ver a explosão do talento do garoto no Rio de Janeiro.
Negociações que quase aconteceram
Além de Sport e Vasco, outros clubes brasileiros e estrangeiros chegaram a demonstrar interesse em Pelé: Botafogo, Grêmio, Inter de Milão e até o Sport dos Estados Unidos. Nenhuma das investidas, porém, passou da fase inicial, seja por escolhas pessoais do craque, seja pela decisão do Santos de protegê-lo como patrimônio do clube.




