Em sua atuação na América do Sul, a Uber dá mais importância às operações na Argentina do que ao trabalho no Brasil. Segundo o CEO global da empresa de transporte por aplicativo, essa diferença de tratamento entre os dois países se deve a legislação mais favorável oferecida pela nação vizinha.
Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, Dara Khosrowshahi afirmou que o território argentino é um dos mais promissores em que a companhia atua. Para o CEO, isso se deve às reformas promovidas pelo presidente Javier Milei, que motivam um investimento de mais de 500 milhões de dólares no país.
“A Argentina é um dos países mais promissores em que atuamos. As reformas do presidente Milei realmente abriram o país. O crescimento que vemos na Argentina é incrivelmente animador. Falamos sobre um investimento de mais de US$ 500 milhões na Argentina, lançando o Uber Eats com nosso negócio de mobilidade. A América do Sul, América Latina, é uma parte muito importante do mundo para nós”, disse.

Esse aporte será feito ao longo dos próximos anos. Não há um planejamento grande previsto para o Brasil no mesmo espaço de tempo. Embora não tenha feito comparações entre os dois países, o executivo deixa implícito que a legislação brasileira não é tão favorável assim para as pretensões do grupo.
Uber não sairá do Brasil
Após o projeto de lei que pretende regulamentar o trabalho por aplicativos avançar, a permanência da empresa no Brasil foi colocada em cheque. Atualmente, a proposta está sendo discutida no Congresso e, se aprovada, irá alterar significativamente o modelo de funcionamento das plataformas no país.
Apesar do alarme inicial, a Uber garante que não pretende deixar o território brasileiro. Pelo menos em um primeiro momento, a companhia continuará operando por aqui. O alerta fica para as possíveis consequências: o aumento expressivo do valor das corridas e a redução do número de motoristas disponíveis na plataforma.





