Em abril de 2026, o preço de diversos alimentos apresentou um aumento significativo, impactando diretamente o orçamento das famílias. Durante esse mês, a inflação geral subiu 0,67%, em grande parte devido ao encarecimento dos produtos alimentícios.
A alta dos preços foi puxada principalmente por itens como cenoura, leite longa vida e cebola, que tiveram aumentos expressivos. Os alimentos que mais encareceram em abril de 2026 foram:
- Cenoura: 26,63%
- Morango: 17,35%
- Pimentão: 14,10%
- Melancia: 13,77%
- Leite longa vida: 13,66%
- Cebola: 11,76%
- Melão: 10,38%
- Repolho: 10,32%
- Pepino: 8,11%
- Peixe-anchova: 7,15%
- Açaí (emulsão): 6,95%
- Peixe-serra: 6,93%
- Peito: 6,89%
- Peixe-cavala: 6,88%
- Coentro: 6,78%
- Batata-inglesa: 6,57%
- Manga: 6,30%
- Tomate: 6,13%
- Laranja-baía: 5,28%
- Uva: 4,44%
Comparação com o mês anterior
A alta de 1,34% no preço dos alimentos em abril foi uma desaceleração em relação ao mês anterior, março, quando o aumento foi de 1,56%. Apesar da desaceleração, os alimentos consumidos em casa ficaram 1,64% mais caros, com destaque para cenoura, leite e cebola. Por outro lado, itens como café moído e frango em pedaços registraram quedas de preços, o que oferece uma alternativa para os consumidores que buscam economizar.
O aumento dos preços dos alimentos em abril foi influenciado por uma combinação de fatores. A menor oferta de produtos como cenoura e cebola, devido a condições climáticas e à colheita, contribuiu para o aumento.
Além disso, a alta nos custos de transporte, impulsionada pelo aumento dos combustíveis, também teve um papel importante. O frete mais caro impacta diretamente os preços finais que os consumidores pagam.
O grupo de alimentação e bebidas foi o que mais pressionou a inflação de abril, contribuindo com 0,29 ponto percentual para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).





