Recentemente, surgiram informações sobre a possibilidade de que a Rússia esteja adquirindo armas de precisão fabricadas no Canadá, especificamente rifles de precisão da empresa Cadex Defence.
Este desenvolvimento ocorre em um contexto de sanções impostas ao país russo após a invasão da Ucrânia em 2022, que visam limitar sua capacidade militar. O Serviço de Inteligência de Segurança Canadense (CSIS) está investigando como esses armamentos estão chegando à Rússia.
A situação chamou a atenção das autoridades canadenses após a descoberta de rifles Cadex sendo vendidos em Moscovo e utilizados por atiradores russos. Em resposta, oficiais do CSIS visitaram a fabricante em Quebec para discutir as tentativas da Rússia de contornar as sanções.
O presidente da Cadex, Serge Dextraze, confirmou que a empresa não exportou seus produtos para a Rússia, mas que alguns rifles podem ter sido capturados de forças ucranianas ou adquiridos de forma ilícita.
Esforços de controle e prevenção
O CSIS está colaborando com fabricantes canadenses para prevenir que a Rússia obtenha produtos fabricados no Canadá. A agência de inteligência destacou que a conscientização sobre essas atividades ilícitas tem ajudado as empresas a realizar uma verificação mais rigorosa de seus clientes.
O relatório anual do CSIS indicou que a Rússia está tentando adquirir tecnologia controlada e sancionada do Ocidente, incluindo armamentos de precisão. Desde a invasão da Ucrânia, a Rússia enfrentou diversas sanções que buscam isolá-la internacionalmente e desestabilizar seu esforço de guerra.
No entanto, armas fabricadas na América do Norte e na Europa ainda são encontradas na Rússia. Um caso recente envolveu um esquema que enviou munições do Ocidente para o Quirguistão, de onde foram transferidas para a Rússia. Após a divulgação das informações sobre os rifles Cadex, a Ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, afirmou que estava investigando a situação.
No entanto, mais de seis meses depois, o governo não forneceu detalhes sobre os resultados dessa investigação. Um porta-voz do governo canadense afirmou que não houve exportações diretas de armas para a Rússia desde 2015, e que não foram enviados componentes desde 2020.





