O Governo da França tem estudado alternativas de reforma tributária que podem afetar os investimentos financeiros da população. Uma delas, por exemplo, diz respeito à taxação de poupanças e apólices de seguro de vida, que pode vir a se concretizar.
As medidas da gestão de Sébastien Lecornu, primeiro-ministro francês, têm gerado grande incerteza nas pessoas. A linha política de Lecornu visa, especialmente, aumentar a receita dos cofres públicos sem elevar as cifras de impostos tradicionais. Partindo, assim, para uma controversa estratégia tributária.
O principal alvo da revisão governamental é o atual sistema de tributação sobre rendimentos de investimentos, fixado em 30%. Aplicado aos juros gerados por investimentos financeiros, esse imposto poderá sofrer alterações significativas.

Especialistas preveem uma diminuição significativa na atratividade dos produtos de poupança em comparação com outras nações europeias. O fluxo de capital francês poderia se deslocar para países como Luxemburgo e Bélgica, que, automaticamente, se tornaram mais atrativos nesse sentido.
O que também pode sofrer o impacto da reforma são os contratos de seguro de vida, uma vez que sua competitividade seria seriamente comprometida. Os retornos líquidos diminuiriam, fazendo com que essa ferramenta de gestão patrimonial historicamente valorizada pelos franceses perdesse o seu valor.
Seguro de vida é o principal investimento na França
Um exemplo claro do quão impactante pode ser essa reforma tributária é a relevância que os contratos de seguro de vida possuem na sociedade francesa. Trata-se simplesmente da forma favorita de investimento da população. Os ativos sob gestão superam € 1,9 trilhão.
Em um contexto no qual a inflação já está afetando o poder de compra das pessoas, a dupla tributação pode resultar em ainda mais pressão no bolso dos franceses. Mas, pelo menos por enquanto, essa ideia ainda não foi colocada em prática.





