A Lua é fundamental para manter o equilíbrio do planeta. Ela influencia diretamente na formação das marés e nos níveis de água dos oceanos. Mas um fenômeno que tem acontecido de uns tempos para cá tem chamado a atenção: o satélite natural tem se distanciado gradativamente da Terra.
De acordo com a BBC, a Lua se distância do globo terrestre cerca de 3,8 centímetros (1,5 polegadas) por ano. Esse fenômeno é conhecido como recessão lunar e decorre da atração gravitacional entre dois corpos celestes, deixando marcas no planeta.

O resultado da recessão lunar é que os nossos dias acabam ficando mais longos. A duração do dia médio aumentou por volta de 1,09 milissegundo por século desde o final do século 17. Outras estimativas, por sua vez, apontam para um índice de 1,78 milissegundo por século.
“A rotação mais rápida da Terra reduziu a duração do dia, de forma que [em um período de 24 horas], o Sol nascia e se punha duas vezes, não apenas uma, como acontece hoje”, explicou o geofísico Tom Eulenfeld, líder do estudo da Universidade Friedrich Schiller em Jena, na Alemanha, em entrevista à BBC.
Lua não deve se descolar de vez da Terra
Os especialistas não acreditam que a Lua deixará a Terra totalmente em um prazo relevante para a humanidade. Atualmente, 384,4 mil quilômetros separam ambas – há 3,2 bilhões de anos, essa distância era de 270 mil km.
Contudo, o alongamento dos dias tende a reduzir a quantidade de água captada nas geleiras. Especula-se que a compensação virá das massas de terra recuperadas após perder peso das placas de gelo.





