Com a reta final da Copa do Mundo, já vai ficando aquele gostinho de saudade nos torcedores. Mas, quando o assunto é Mundial, outra disputa já aparece no horizonte: trata-se do torneio feminino em 2027, que será disputado aqui no Brasil.
Falando sobre o nosso país, já fica uma questão na cabeça de muitos torcedores: nossa Seleção é a favorita para conquistar o título? Saiba que tendo como base o ranking divulgado pela Fifa, a resposta infelizmente é não.
O último ranking divulgado pela entidade, traz o Brasil longe do topo, ocupando a 7ª colocação, com 1973.76 pontos. As “canarinhas” estão distantes da ponta, que hoje é ocupada pela Espanha, com uma pontuação de 2105.36.
Fecham o top 5 os selecionados de Estados Unidos (2º), Alemanha (3º), Inglaterra (4º) e Japão (5º). Tendo como base o ranking, a nossa Seleção vai precisar se superar se quiser conquistar o tão sonhado título inédito, atuando nos próprios domínios.
CBF apresentou importante panorama sobre o futebol feminino
O futebol feminino brasileiro vive um dos períodos de maior expansão de sua história. Com mais competições, aumento do número de clubes participantes, calendário ampliado e premiações mais atrativas, a modalidade ganha cada vez mais espaço no cenário nacional.
A expectativa de acordo com um panorama feito pela CBF, é de um crescimento ainda maior com a aproximação da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil entre os dias 24 de junho e 25 de julho.

Nos últimos cinco anos, os números mostram essa evolução. Entre 2021 e 2026, a quantidade de competições organizadas pela CBF passou de seis para nove, enquanto o número de clubes participantes subiu de 58 para 79. Já o total de partidas quase dobrou, saltando de 398 para 712 jogos, um crescimento de aproximadamente 79%.
Na comparação com a temporada anterior, cinco novos clubes passaram a disputar competições de base. O aumento mais significativo, porém, ocorreu no número de partidas dos torneios nacionais.
Os campeonatos registraram crescimento expressivo:
- Brasileirão Feminino A1: 25% mais jogos;
- Brasileirão A2: 91% de aumento;
- Brasileirão A3: 62% mais partidas;
- Copa do Brasil Feminina: crescimento de 12,5%.
Para ampliar a visibilidade da modalidade, a CBF também passou a transmitir integralmente, por meio da CBF TV, os jogos da Copa do Brasil Feminina, do Brasileirão A1, dos Campeonatos Brasileiros Sub-20 e Sub-17, além das fases decisivas das Séries A2 e A3.
Evolução do calendário
2021
- 6 competições oficiais;
- 58 clubes participantes;
- 398 partidas.
2025
- 9 competições;
- 74 clubes;
- 563 jogos.
2026
- 9 competições;
- 79 clubes (66 nas categorias adultas);
- 712 partidas, alta de 26,4% em relação a 2025.
Cotas e premiações aumentaram em 2026
Além da expansão das competições, a CBF elevou significativamente os valores destinados aos clubes.
Entre os principais reajustes estão:
- Supercopa Feminina: campeão recebe R$ 1 milhão (43% de aumento) e o vice R$ 600 mil;
- Brasileirão A1: cota de participação passou para R$ 720 mil por clube na primeira fase, o dobro do ano anterior; campeão recebe R$ 2 milhões e vice R$ 1 milhão;
- Brasileirão A2: participação elevada para R$ 360 mil por equipe;
- Brasileirão A3: cota aumentada para R$ 120 mil;
- Copa do Brasil Feminina: todas as cotas de participação foram dobradas;
- Sub-20 e Sub-17: reajuste de 10% nas cotas de todas as fases.
Base ganha protagonismo
Desde 2024, a CBF financia os Campeonatos Estaduais Femininos de Base nas categorias Sub-15 e Sub-17. Em 2026, o programa passou a contemplar também o Sub-20, fortalecendo a formação de atletas e ampliando o calendário competitivo.
Outra novidade é que os campeões estaduais das principais federações passaram a garantir vagas nos Campeonatos Brasileiros Sub-17 e Sub-20, criando um caminho mais estruturado entre as competições estaduais e nacionais.
Investimento supera R$ 685 milhões
No planejamento estratégico para o ciclo entre 2024 e 2029, a CBF prevê investir mais de R$ 685 milhões no futebol feminino. A meta é ampliar em 41% as datas do calendário nacional e aumentar em 84% o número de partidas organizadas pela entidade.
A estratégia também busca alinhar o calendário brasileiro às principais competições internacionais promovidas pela FIFA e pela Conmebol, como a Copa do Mundo Feminina, Mundial de Clubes Feminino, Libertadores Feminina, Copa América e torneios de base.
Com investimentos crescentes, calendário fortalecido e maior visibilidade, a expectativa é que o futebol feminino brasileiro chegue ainda mais competitivo à Copa do Mundo de 2027, consolidando o país como uma das principais referências da modalidade.









