O Brasil tem sofrido as consequências da escalada do preço do petróleo, resultado da guerra no Oriente Médio. Enquanto isso, um dos protagonistas do conflito, os Estados Unidos, tem visto um impacto ainda maior se refletindo nos valores da gasolina.
Segundo dados da organização Global Petrol Prices, os preços da gasolina e do diesel no país norte-americano saltaram 45% e 48%, respectivamente. Os efeitos só não foram mais sentidos que em lugares como Malásia e Paquistão, com mais de 70%, e Emirados Árabes Unidos, com mais de 85%.
Enquanto isso, o Brasil figura entre as nações menos impactadas pelas mudanças vistas no mercado. Por aqui, a gasolina subiu 5,9% e o diesel avançou 17,7%. Embora os efeitos não tenham sido tão grandes, ainda assim o resultado disso pode ser sentido no bolso da população, que tem pagado mais caro que antes.

Entre o fim de abril e o início de maio, os preços do petróleo Brent (referência global) alcançaram os maiores níveis em vários anos. Nesse período, podemos ver o barril ser negociado acima dos US$ 100. Tendo em vista que o conflito não tem previsão de cessar, não se sabe até quando veremos esse cenário.
Espanha sofreu menos que o Brasil
Ainda sobre os impactos sofridos pelos países, a Espanha foi a que menos viu a alta do petróleo afetar o preço da gasolina. Por lá, o aumento foi de 5,1%, o mais brando do levantamento que considerou um total de treze países.
Esse panorama reflete o temor de interrupções prolongadas da passagem no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para a distribuição global da commodity. Dinâmica essa que se refletiu nos custos dos combustíveis ao consumidor ao redor do planeta, tendo em vista que o petróleo é a base para a produção tanto da gasolina quanto do diesel.





