O verão de 2025-2026 terá temperaturas acima da média no Brasil, mesmo com a presença do fenômeno La Niña, que costuma esfriar as águas do Oceano Pacífico e alterar o regime de chuvas. Órgãos internacionais como NOAA e BOM confirmaram o episódio, mas destacam que ele é fraco e não deve se sustentar por muito tempo.
As projeções indicam que, entre janeiro e março, o Pacífico voltará a aquecer, reduzindo a influência do fenômeno sobre o clima brasileiro. Assim, outros fatores atmosféricos devem dominar a dinâmica do verão, favorecendo calor mais intenso em grande parte do país.
As previsões de temperatura mostram anomalias positivas espalhadas por praticamente todo o território nacional, com maior destaque para o Rio Grande do Sul e regiões do Nordeste. Nesses locais, o calor pode se intensificar ainda mais, ampliando o risco de ondas de calor prolongadas.

Chuvas com tendência neutra
Em relação às chuvas, o trimestre janeiro-fevereiro-março aponta para um cenário de neutralidade. O Sul e o Nordeste podem registrar volumes ligeiramente abaixo da média, enquanto o Norte tende a ter acumulados moderadamente acima do normal.
No entanto, essas variações não devem ser fortes ou duradouras, já que o fenômeno apresenta baixa intensidade. Além disso, o Atlântico Sul deve permanecer com temperaturas próximas da média, o que reduz a disponibilidade de umidade e favorece bloqueios atmosféricos capazes de segurar a formação de sistemas de precipitação.
Com isso, o país deve experimentar um verão típico em relação ao regime de chuvas, mas marcado por calor mais expressivo. Como previsões de longo prazo indicam apenas tendências gerais, as condições locais podem variar de forma significativa, tornando essencial acompanhar atualizações meteorológicas ao longo da estação.





