A chegada da gasolina mais potente aos postos começou a ocorrer após a liberação oficial da gasolina E30, autorizada para distribuição desde agosto. A atualização aumenta de 27% para 30% o teor de etanol misturado à gasolina e eleva a octanagem da gasolina comum, medida em RON, de 93 para 94.
A octanagem indica a resistência do combustível à detonação precoce dentro da câmara de combustão. Quanto maior o número, melhor o funcionamento do motor em compressões elevadas.
Isso beneficia principalmente veículos flex, cujo gerenciamento eletrônico ajusta automaticamente a ignição e a taxa de compressão de acordo com o combustível detectado. Com a gasolina E30, esses motores passam a trabalhar de forma mais eficiente, reduzindo perdas que poderiam ocorrer com o aumento do etanol.

Impacto para os motoristas e adaptação dos postos
Embora o consumo tenda a subir levemente devido à presença maior de etanol, o ganho de octanagem pode compensar parte dessa diferença, permitindo um funcionamento mais estável e aproveitando melhor cada ciclo de combustão.
Testes acompanhados por entidades do setor mostram que motores modernos conseguem identificar a nova formulação e ajustar o desempenho sem necessidade de qualquer intervenção do motorista.
Como a liberação ocorreu há alguns meses, a disponibilidade da E30 depende agora do escoamento dos estoques antigos e da adaptação de distribuidoras e postos. Em algumas regiões, a nova gasolina já é encontrada com mais facilidade, enquanto em outras a transição segue gradual.
Além do aspecto técnico, a mudança atende às metas econômicas e ambientais: aumentar o uso de etanol reduz a dependência de gasolina importada e diminui a emissão de poluentes. O governo considera, inclusive, elevar o percentual para até 35% no futuro, desde que haja comprovação técnica e capacidade produtiva suficiente.





