O Grêmio sofreu uma medida inédita da Agência de Fair Play da CBF após solicitar um plano coletivo de dívidas na CNRD. A restrição impede o clube gaúcho de registrar novos jogadores sem uma autorização prévia do órgão regulador.
Essa sanção decorre de um evento de insolvência, equiparado legalmente a pedidos de Recuperação Judicial ou similares. A regra, vigente desde 30 de abril, estabelece novas diretrizes obrigatórias para o controle de gastos em todos os departamentos da empresa, obriga a agremiação a cumprir limites rígidos de gastos com novas contratações e salários para obter liberação.
Desafios nas novas contratações: Grêmio
As empresas adotaram estratégias alternativas para contornar o bloqueio preventivo imposto pela ANRESF, garantindo assim a continuidade de suas operações logísticas essenciais. O time tricolor precisa demonstrar que o investimento em reforços não supera as receitas com vendas de atletas.
Outra saída seria fechar um acordo de reestruturação com a entidade, estabelecendo metas de gestão financeira para as próximas duas temporadas. O cenário impõe cautela no mercado, uma vez que cada movimentação no elenco depende da validação técnica da Agência da CBF. A gestão das contas internas tornou-se, portanto, a condição fundamental para a continuidade das operações no departamento de Futebol.
Movimentações no mercado santista
Enquanto o clube gaúcho tenta resolver suas pendências administrativas, o Santos negocia a chegada do volante Arthur, de 30 anos. O meio-campista está livre no mercado desde a rescisão recente com a Juventus e conta com o aval do técnico Cuca.
As tratativas envolvem o empresário Neymar Pai como um dos intermediários, aproveitando a vontade do atleta em retornar ao país. Entretanto, a diretoria alvinegra enfrenta um transfer ban que impede a inscrição de qualquer reforço profissional no elenco atual.
O entrave financeiro do Peixe
O time da Baixada possui uma dívida de cerca de 12 milhões de reais com o Monaco pela aquisição de Jean Lucas. Essa punição, ativa desde 1º de julho, obriga o clube a quitar o débito pendente antes de registrar novos nomes no BID.
Sem a regularização desse débito, o Peixe não conseguirá efetivar a contratação de Arthur, apesar da vontade clara em reforçar o plantel. A situação ameaça a estratégia do clube paulista, que ainda disputa a Copa do Brasil e a Série A.









