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Nova fábrica no interior paulista faturou R$ 100 milhões e gerou 120 novos empregos, com capacidade de produzir 238 mil m² por mês de telhas, painéis e pisos

Por Henrique Cesaretti
11/04/2026
Créditos: Freepik

Créditos: Freepik

Uma nova iniciativa industrial começa a ganhar espaço no interior paulista, justamente ao unir inovação tecnológica e reaproveitamento de resíduos que antes eram difíceis de reciclar. No entanto, o projeto também surge em meio a desafios ambientais e custos crescentes na construção civil, cenário que impulsiona novas soluções.

É nesse contexto que a Nexiqon, empresa brasileira de tecnologia aplicada à construção civil, inaugurou em março sua primeira fábrica na região leste de São José dos Campos. A unidade ocupa 3,2 mil metros quadrados e projeta faturamento de R$ 100 milhões no primeiro ano, além de gerar até 120 empregos diretos.

Inicialmente, a operação começa com cerca de 40 colaboradores, com possibilidade de expansão conforme a produção avance. Justamente por isso, a empresa aposta no aumento gradual da equipe, acompanhando a capacidade produtiva planejada para os próximos meses.

Proposta da empresa

Diante do alto impacto ambiental da indústria e do aumento dos custos de materiais, a Nexiqon desenvolveu uma tecnologia voltada à produção de telhas e paredes pré-fabricadas. Esses produtos utilizam resíduos industriais, como embalagens de medicamentos e cosméticos, além de materiais como tubos de pasta de dente e embalagens de xampu.

Nesse primeiro momento, os insumos são adquiridos ainda no pré-consumo, provenientes de empresas que já retiram esses materiais da indústria por sobras de produção ou controle de qualidade. Até mesmo assim, a iniciativa busca dar destino a resíduos considerados complexos.

Créditos: Divulgação/Prefeitura de São José dos Campos

Impactos ambientais

A fábrica tem capacidade para produzir 238 mil metros quadrados por mês de telhas, painéis e pisos voltados para áreas úmidas. Ao transformar resíduos industriais em insumos, a Nexiqon atua em dois desafios relevantes da economia, ligando geração de resíduos e construção civil.

De um lado, atende setores como farmacêutico, alimentício e de higiene e beleza, que produzem embalagens complexas. De outro, contribui para reduzir o impacto ambiental da construção, responsável por cerca de 40% das emissões globais de CO₂.

Com a incorporação desses materiais, a empresa estima utilizar aproximadamente 43 milhões de quilos de resíduos nos próximos dois anos. Isso reduz passivos ambientais e diminui a dependência de matérias-primas virgens, justamente em um cenário de pressão por sustentabilidade.

Importância do projeto

Instalada em um complexo industrial que também abriga a Ericsson, a unidade reforça o papel de São José dos Campos como polo de inovação e desenvolvimento. Além disso, a empresa aposta em desempenho técnico, eficiência energética e competitividade de custos.

Segundo o CEO Jaderson Yelisetty, os produtos não são apenas uma alternativa sustentável, mas também apresentam qualidade e desempenho superiores. As telhas, por exemplo, oferecem maior impermeabilidade e melhor isolamento térmico, reduzindo a temperatura interna das edificações.

Consequentemente, há redução no consumo de energia com climatização, além de alta resistência mecânica e ao fogo. Até mesmo assim, a empresa já avança em pilotos no agro de Minas Gerais e Centro-Oeste, além de negociações com construtoras no Sudeste.

Créditos: Divulgação/Nexiqon

Com isso, a Nexiqon busca consolidar espaço em um mercado cada vez mais pressionado por inovação e descarbonização, mostrando que soluções sustentáveis podem ser também competitivas e eficientes para diferentes aplicações na construção civil.

Ao mesmo tempo, a expectativa de faturamento reforça o potencial econômico da operação, que inicia com metas ambiciosas e perspectiva de crescimento contínuo. No entanto, a estratégia também depende da ampliação da produção e da consolidação de parcerias industriais.

Justamente por atuar em diferentes frentes, a empresa conecta cadeias produtivas distintas, desde a origem dos resíduos até a aplicação final na construção. Esse modelo permite ganhos ambientais e operacionais, além de criar novas oportunidades de negócios ao longo do processo produtivo, fortalecendo sua atuação no setor nacional.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Henrique Cesaretti

Henrique Cesaretti

Jornalista formado pela Universidade São Judas Tadeu (SP). Tem passagem pela Rede Minas de Televisão, além de sites esportivos como VerdãoWeb e SPFC.NET. Já atuou como correspondente para diferentes sites, com a redação de notícias.

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