Peixes são definitivamente uma das espécies animais que mais são consumidas ao redor do mundo todo, principalmente por conta de sua enorme variedade e diferentes tipos de preparo. Mesmo com sua extrema importância, alguns deles vem sendo jogados fora em região brasileira.
No litoral brasileiro, peixes estão sendo jogados fora em grande quantidade neste verão, gerando alerta entre cientistas e ambientalistas. A prática ocorre na pesca industrial e artesanal, onde espécies capturadas acidentalmente são descartadas diretamente ao mar.
Esse descarte, chamado bycatch, inclui peixes pequenos e espécies que não têm valor comercial. Estudos indicam que podem ser jogados fora até 50 quilos de pescado para cada quilo aproveitado, dependendo, é claro, da técnica usada.
Mais de 400 mil toneladas de vida marinha foram descartadas entre 2000 e 2018 na costa brasileira, principalmente nos estados do Sul e Sudeste. O desperdício ameaça a biodiversidade e compromete a sustentabilidade da pesca.
Justamente por isso, órgãos públicos têm tomado medidas para proteger espécies. Um exemplo disso é a manutenção da proibição da pesca de bagres na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, decisão da Justiça Federal.
A Advocacia-Geral da União destacou que a proibição é necessária, já que modelos de manejo propostos não garantiam controle ambiental efetivo. A medida visa reduzir impactos ecológicos e preservar os estoques de peixes.
No entanto, o problema vai além de uma única região. A pesca predatória e o descarte constante afetam os estoques costeiros e comprometem a segurança alimentar de comunidades litorâneas.
Até mesmo iniciativas inovadoras surgem para enfrentar o desperdício. Pescadores participam de programas de coleta de lixo marinho e cooperativas que ajudam a proteger os oceanos e incentivar práticas sustentáveis.
Descarte de peixes tem grande significado negativo por trás
O desperdício de peixes no verão não é apenas algo voltado para a questão econômica, mas também serve como um alerta. Principalmente sobre como práticas pesqueiras insustentáveis podem comprometer o futuro da pesca no país e o equilíbrio dos oceanos.





