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Cientistas estudam segredo do cérebro de pessoas que conseguem fazer um “U” com a língua

Por Henrique Cesaretti
18/01/2026
Créditos: Reprodução/Freepik

Créditos: Reprodução/Freepik

O corpo humano tem algumas capacidades que podem parecer “inúteis” de certos pontos de vista, no entanto, até mesmo os mais simples podem ter grandes significados. O simples ato de dobrar a língua vem sendo estudado por cientistas.

Especialistas estão estudando um detalhe curioso que muita gente aprende ainda na infância: a capacidade de fazer um “U” com a língua. No entanto, o que parece apenas uma brincadeira virou objeto de pesquisas que tentam entender como o cérebro controla movimentos finos e complexos.

Durante anos, acreditou-se que dobrar a língua fosse apenas uma questão genética. Justamente por isso, o tema ficou popular em aulas de biologia como exemplo de herança familiar simples, algo que se tem ou não se tem.

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Pesquisas mais recentes mostram que a história por trás disso é bem mais complexa. Eles apontam que o cérebro tem papel central nessa habilidade, envolvendo áreas ligadas à coordenação motora e ao controle consciente dos músculos.

Fazer um “U” com a língua exige comunicação eficiente entre neurônios. Até mesmo pequenos ajustes musculares dependem de comandos precisos do cérebro, o que chama a atenção de psicólogos e neurocientistas.

Foi dito que pessoas que conseguem realizar esse movimento tendem a ter maior consciência corporal. No entanto, isso não significa, necessariamente, mais inteligência ou vantagem cognitiva.

O estudo reforça que o cérebro humano é altamente plástico. Até mesmo movimentos considerados banais podem revelar como aprendemos, adaptamos e refinamos nossas habilidades ao longo da vida.

Nem todos conseguem fazer o “U” coma língua

Apesar de ter esse significado por trás, nem todas as pessoas são capazes de fazer esse movimento com a língua. Isso por que, cientificamente falando, a anatomia da língua de fato influencia nisso, visto que pessoas com músculos menos flexíveis ou com freio lingual mais curto podem ter dificuldade para curvá-la.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Henrique Cesaretti

Henrique Cesaretti

Jornalista formado pela Universidade São Judas Tadeu (SP). Tem passagem pela Rede Minas de Televisão, além de sites esportivos como VerdãoWeb e SPFC.NET. Já atuou como correspondente para diferentes sites, com a redação de notícias.

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