O Brasil contará com investimento bilionário para extrair material considerado mais raro que o ouro. Os recursos serão destinados ao setor de terras raras, que possui grande potencial e ainda pode ser muito explorado no território nacional nos próximos anos.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), os investimentos de empresas em terras brasileiras somam R$ 13,2 bilhões. Ainda segundo o órgão, o país deverá capturar de 15% a 20% dos investimentos em terras raras no mundo, assim alcançando R$ 12 bilhões anuais até 2030.

O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do planeta, com um total de 21 milhões de toneladas – o equivalente a 23% das reservas globais. As reservas brasileiras estão localizadas, principalmente, em Goiás, Minas Gerais, Amazonas, Bahia e Sergipe.
Atualmente está em curso uma corrida por parte das outras nações para reduzir a dependência global da China no setor de terras raras. Responsáveis por 69% das reservas globais e por 91% do refino desses minerais, os chineses lideram com sobras o mercado.
Brasil está atrás de minerais essenciais
Quando se diz que o material é mais raro que ouro, não é por acaso. Os minerais explorados são essenciais para a produção de itens como ímãs utilizados em turbinas eólicas e na fabricação de carros elétricos.
Os minerais também são usados na produção de foguetes, satélites e mísseis. Fora sua utilidade em produtos que estão presentes no dia a dia da população, como computadores e smartphones. Por isso, a preocupação do Brasil e de outros países em não depender totalmente da China neste setor.









