Apesar de figurar entre as maiores economias globais, um país enfrenta uma grave crise de saneamento. Em 2014, o governo lançou a missão Swachh Bharat, com o objetivo de erradicar a defecação ao ar livre e ampliar o acesso a banheiros.
Desde então, mais de 100 milhões de sanitários foram construídos. Ainda assim, dezenas de milhões de pessoas continuam sem acesso adequado a instalações sanitárias. A falta de infraestrutura na Índia impacta diretamente a saúde pública.
Doenças como diarreia permanecem entre as principais causas de problemas de saúde, especialmente entre crianças. A ausência de banheiros não afeta apenas indivíduos, mas compromete comunidades inteiras, agravando condições sanitárias precárias e elevando custos sociais e médicos.
Ampliar o acesso a banheiros

Desigualdade e desafios persistentes
Mais de 70% da população indiana sem acesso a banheiros está concentrada em seis estados, evidenciando forte desigualdade regional. As famílias de baixa renda são as mais afetadas, sobretudo em áreas rurais onde a infraestrutura é limitada. A precariedade sanitária contribui para a manutenção do ciclo de pobreza e doenças.
Dados oficiais também geraram controvérsia. Um relatório do National Statistical Office indicou que, entre julho e dezembro de 2018, mais de um quarto dos lares rurais ainda não possuía banheiro, contrariando declarações governamentais de que as aldeias estavam livres da prática de defecação ao ar livre.
Além da construção de sanitários, persistem desafios como manutenção inadequada e resistência cultural ao uso das instalações. Especialistas apontam que políticas eficazes precisam combinar infraestrutura, educação sanitária e monitoramento contínuo para garantir acesso universal e uso adequado, reduzindo riscos à saúde pública e promovendo melhores condições de vida.





