Uma capital brasileira anunciou a proibição da circulação de ciclomotores e bicicletas elétricas em vias com limite de velocidade superior a 60 km/h. Essa decisão foi publicada no Diário Oficial e faz parte de um novo conjunto de normas que regulamenta o uso de equipamentos de micromobilidade na cidade.
A medida visa aumentar a segurança no trânsito e reduzir o número de acidentes envolvendo esses veículos. O prefeito Eduardo Cavaliere explicou que a decisão é uma resposta ao aumento de acidentes relacionados a ciclomotores e bicicletas elétricas.
Durante uma coletiva de imprensa no Centro de Operações Rio (COR), ele destacou a falta de diretrizes nacionais claras sobre o uso desses veículos como um fator que contribui para a insegurança nas vias. A regulamentação busca organizar melhor o espaço viário e assegurar a convivência pacífica entre diferentes modais de transporte na cidade.
Contexto da regulamentação
A regulamentação foi anunciada em um momento crítico, uma semana após um trágico acidente que resultou na morte de uma mãe e seu filho na Tijuca, na Zona Norte do Rio. Esse evento trágico ressaltou a urgência de medidas que possam minimizar riscos e melhorar a segurança no trânsito.
A proibição se alinha ao objetivo de criar um ambiente mais seguro para todos os usuários das vias, especialmente em áreas com alta circulação de veículos motorizados. O prefeito também comentou que a resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) é considerada insuficiente para abordar as questões de segurança relacionadas à micromobilidade.
Essa lacuna tem levado os municípios a desenvolverem suas próprias regras, a fim de atender às necessidades locais e garantir a segurança dos cidadãos. A nova regulamentação do Rio de Janeiro é um exemplo de como as cidades estão se adaptando para lidar com o crescimento do uso de ciclomotores e bicicletas elétricas.





