Os candidatos à primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para carros e motos passaram a cumprir uma nova exigência: a realização do exame toxicológico. O teste deve apresentar resultado negativo para que o processo de habilitação tenha continuidade. O valor do procedimento varia conforme o laboratório escolhido.
Como não existe uma tabela oficial de preços definida pelo Governo, o custo costuma ficar entre R$ 90 e R$ 250. O exame deve ser realizado exclusivamente em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O laudo normalmente é disponibilizado em até 15 dias e permanece válido por 90 dias.
Como é feita a coleta do material
O procedimento utiliza, preferencialmente, uma pequena mecha de cabelo retirada próxima à raiz. A quantidade necessária corresponde aproximadamente à espessura de uma caneta. Caso o cabelo não tenha comprimento suficiente, a coleta poderá ser feita com pelos do corpo ou, em situações específicas, por meio das unhas.
Segundo as regras do exame, os fios precisam ter pelo menos três centímetros de comprimento para analisar o período de aproximadamente 90 dias anteriores à coleta. Quando são utilizados pelos corporais, a janela de detecção aumenta para cerca de 180 dias. O método segue protocolos rígidos para garantir a confiabilidade dos resultados.
O exame é capaz de identificar substâncias como anfetaminas, cocaína, crack, maconha, ecstasy e outros entorpecentes previstos na legislação. Em contrapartida, bebidas alcoólicas, energéticos, antidepressivos, calmantes e anabolizantes não fazem parte da análise. Medicamentos de uso contínuo devem ser informados durante o atendimento.

Caso recente reforça importância dos protocolos
A discussão sobre o procedimento ganhou força após uma candidata denunciar falhas durante a coleta em um laboratório na Paraíba. Segundo o relato, uma quantidade maior de cabelo foi retirada após erros no acondicionamento da amostra.
O episódio repercutiu nas redes sociais e levantou dúvidas sobre a forma correta de realizar o exame. Após a divulgação do caso, a empresa responsável informou que identificou uma falha pontual no atendimento e anunciou medidas para reparar os prejuízos sofridos pela cliente.









