Em março de 2019, a Red Bull desembolsou R$ 94 milhões para adquirir o Bragantino, que passou a se chamar Red Bull Bragantino em seguida. Enquanto isso, um rival do interior paulista vive a expectativa de fazer a transição de associação sem fins lucrativos e ter sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) vendida por R$ 1 bilhão.
Esse é o valor que um grupo de investidores está disposto a pagar para ter os direitos sobre o futebol da Ponte Preta. A proposta envolve o aporte de R$ 400 milhões na modernização do Moisés Lucarelli, incluindo a construção de uma arena multiuso para cerca de 21 mil e melhorias no CT.
Outros R$ 300 milhões seriam destinados ao futebol profissional e categorias de base pelos próximos 10 anos (R$ 30 milhões por temporada). Enquanto mais R$ 300 milhões seriam voltados para o pagamento de dívidas atuais da agremiação campineira, que vive uma crise financeira.
O investimento inicial prevê a injeção de R$ 10 milhões no caixa da Macaca. Esse recurso, no entanto, está condicionado ao cumprimento de exigências jurídicas e financeiras estabelecidas no contrato. Os três patrimônios do clube (Majestoso, Centro de Treinamento do Jardim Eulina e a unidade Paineiras) não entram na operação societária.

SAF pode ser a salvação da Ponte Preta
A transição de associação para empresa não configura, necessariamente, a melhora da situação do clube. Existem diversos exemplos de SAFs mal administradas que não deram o resultado esperado, ao mesmo tempo que clubes bem geridos no modelo antigo seguem tendo bons desempenhos.
No caso da Ponte, porém, o acúmulo de dívidas ao longo dos anos comprometem o andamento do modelo atual. Por isso, a mudança é vista, em primeiro lugar, como uma maneira de manter o time existindo. Se a nova administração for positiva, o torcedor da Macaca poderá sonhar com dias melhores no futuro – isso, claro, se a transição for concretizada.









