A Corte Comercial da Inglaterra determinou que John Textor realize o pagamento de US$ 99,6 milhões (R$ 506,84 milhões) ao fundo Iconic Sports Management. A disputa judicial gira em torno de investimentos realizados na Eagle Football. Empresa que geria a rede de clubes do empresário, incluindo o Botafogo.
O processo iniciado pelo fundo alega o descumprimento de cláusulas contratuais firmadas ainda em 2022. Naquela ocasião, a Iconic adquiriu 15,7% das ações da Eagle Football pelo valor total de US$ 75 milhões. Isso acaba aguardando a futura listagem da companhia em bolsa de valores.
A decisão judicial também estipula a cobrança de juros diários na casa de US$ 22.602,74 sobre o montante devido. O fundo credor exige o reembolso do capital inicial acrescido de juros anuais de 11%. Compondo a totalidade da ação cobrada nos tribunais britânicos.
O posicionamento dos envolvidos: John Textor
John Textor manifestou-se por meio de sua assessoria de imprensa e contestou o veredito proferido pela Corte Comercial da Inglaterra. O empresário declarou que a sentença tomou como base defesas que ele.
Já havia retirado do processo anteriormente, não devendo ser considerada como uma definição final. A tese da defesa sustenta que partes agindo com condutas impróprias, referidas como mãos sujas, perdem o direito ao cumprimento específico de obrigações.
O americano reforça sua confiança em reverter o cenário quando o mérito da causa for analisado profundamente pelos magistrados nas próximas etapas.
A situação do clube alvinegro
O Botafogo não integra formalmente o polo passivo dessa ação judicial, que trata estritamente de dívidas pessoais do antigo proprietário. O clube busca atualmente sua desvinculação da estrutura da SAF de Textor e alinha conversas para vender o controle acionário ao fundo GDA.
A Iconic Sports Management comemorou o resultado favorável e afirmou que os argumentos apresentados pelo empresário foram rejeitados de forma sistemática. Enquanto o impasse jurídico segue, o fundo mantém a cobrança dos valores enquanto a defesa busca novos recursos contra a decisão atual.









