O Grêmio decidiu manter o técnico Luís Castro no cargo apesar da recente eliminação para o Bolívar na Copa Sul-Americana. A torcida expressou forte insatisfação na Arena durante a partida, chegando a pedir o retorno de Renato Portaluppi enquanto o time ainda estava em campo.
A permanência do português no comando técnico é sustentada pela direção, mesmo com o clube ocupando a 17ª posição no Campeonato Brasileiro. O time vive o seu momento mais difícil em sete meses, somando apenas 22 pontos no torneio nacional.
O custo financeiro e a estabilidade: Grêmio
Um dos fatores determinantes para evitar a saída do treinador envolve o impacto financeiro nas contas do Grêmio, que busca equilibrar o orçamento. Não existe uma multa rescisória fixada para o encerramento do contrato.
O que obriga o clube a quitar os vencimentos integrais até o final de 2027. Caso opte pela demissão imediata, o clube precisaria arcar com cerca de R$ 30 milhões em salários devidos ao treinador.
Além desse montante astronômico, a diretoria teria que investir mais recursos na contratação de um substituto e na composição da nova comissão técnica completa.
Expectativas com reforços e calendário
O Grêmio deposita expectativa na adaptação de novos contratados, como Jovane Cabral, Diego Caito e o meia Filip Krovinović, principais reforços da janela. A direção entende que a reformulação do elenco trará melhores resultados antes de cogitar qualquer mudança definitiva na liderança do departamento de futebol.
Apesar da manutenção, uma eventual queda na Copa do Brasil não está descartada como gatilho para mudanças urgentes no comando. O time inicia no próximo domingo o confronto contra o Mirassol, visando uma vaga nas quartas de final da competição nacional de mata-mata.
A diretoria realizou uma reunião rápida com o grupo após a eliminação internacional para cobrar melhores desempenhos em campo. O foco principal permanece a recuperação no Campeonato Brasileiro, que terá seu próximo capítulo apenas no dia 8 de agosto contra o São Paulo.









