O eclipse solar total observado em 12 de agosto de 2026 chamou atenção não apenas pelo alinhamento entre Sol, Lua e Terra. Durante o fenômeno, também surgiram as chamadas “serpentes fantasmas”. As faixas de sombra são conhecidas há séculos, mas continuam difíceis de registrar.
O eclipse acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e bloqueia completamente a luz solar em determinada região. Durante a fase de totalidade, o céu escurece por alguns minutos. É justamente perto desse momento que as misteriosas faixas podem aparecer.
Como surgem as “serpentes fantasmas”
As faixas de sombra se manifestam como linhas escuras e alongadas, intercaladas por espaços mais claros. Elas parecem se movimentar rapidamente sobre superfícies, criando um efeito semelhante ao de serpentes. O fenômeno costuma surgir pouco antes e depois da totalidade.
Apesar de serem perceptíveis pelo olho humano, essas sombras apresentam um desafio para câmeras e celulares. O contraste entre as faixas claras e escuras é muito pequeno. Por isso, fotografias e vídeos frequentemente não conseguem reproduzir o efeito observado diretamente.
Para aumentar as chances de enxergá-las, especialistas recomendam procurar uma superfície lisa e clara. Paredes ou outras áreas uniformes favorecem a visualização das faixas. Em locais como grama ou asfalto, o fenômeno tende a ficar muito mais difícil de identificar.

Fenômeno pode desaparecer no futuro distante
O eclipse de 12 de agosto permitiu observar as faixas de sombra em diferentes regiões atravessadas pela totalidade. Entre os locais estavam áreas da Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal. O fenômeno também foi observado em partes do extremo norte da Rússia.
Além das “serpentes”, os próprios eclipses totais possuem uma característica que não durará para sempre. A Lua está gradualmente se afastando da Terra devido às interações de maré. Segundo estimativas da Nasa, a distância aumenta cerca de quatro centímetros por século.









