A camada de ozônio, por décadas vista como um dos maiores riscos ambientais ao planeta e à humanidade, mostrou avanços importantes em 2024. Dados recentes indicam que o processo de regeneração segue consistente e animador.
O resultado foi apresentado pela Organização Meteorológica Mundial em um relatório divulgado no Dia Mundial do Ozônio. A data também celebrou quatro décadas da Convenção de Viena, marco da cooperação ambiental internacional.

Acordos globais e ciência no centro da recuperação
Segundo o levantamento, o buraco de ozônio sobre a Antártida apresentou dimensões menores do que as registradas em anos recentes. A redução é atribuída a políticas ambientais sustentadas por evidências científicas sólidas.
Especialistas afirmam que, se as regras atuais forem mantidas, a recomposição total ocorrerá de forma gradual nas próximas décadas. As previsões apontam prazos diferentes para Antártida, Ártico e demais regiões do planeta.
O secretário-geral da ONU destacou que o sucesso comprova o valor do multilateralismo ambiental. Para ele, ouvir a ciência e agir coletivamente permitiu transformar um cenário crítico em esperança concreta.
O impacto do Protocolo de Montreal na humanidade
Criado no fim da década de 1980, o Protocolo de Montreal foi decisivo para frear a destruição do ozônio. O tratado eliminou quase todas as substâncias usadas em refrigeração, aerossóis e espumas industriais.
Com a redução desses compostos, a exposição humana à radiação ultravioleta tende a cair de forma significativa. Isso diminui riscos de câncer de pele, problemas oculares e danos a ecossistemas sensíveis.
A OMM reforça que a ciência teve papel central nesse avanço histórico. Décadas de monitoramento contínuo, troca de dados e cooperação garantiram decisões mais precisas e eficazes.
Resultados recentes e desafios futuros
Em 2024, a profundidade do buraco antártico ficou abaixo da média histórica registrada entre 1990 e 2020. O volume de perda foi menor que o observado em períodos recentes considerados mais críticos.
Apesar do progresso, pesquisadores alertam que o trabalho ainda não terminou. O acompanhamento constante do ozônio e de seus substitutos continua sendo essencial para evitar retrocessos.





