A Groenlândia vem enfrentando uma espécie de luta por identidade e autonomia e que também marca a política atual do país. Pode-se dizer que, ao longo de muitos anos, o país foi visto apenas pelo seu valor estratégico nos olhares de outras grandes potências, tais como os Estados Unidos, por exemplo.
O país também historicamente oi colônia da Dinamarca e, até hoje, integra o reino dinamarquês com status de território autônomo. O debate interno sobre independência total cresce cada vez mais, sendo isso algo visto até mesmo como um “caminho natural”.
Recentemente, os líderes políticos do território autônomo reafirmaram seu desejo de decidir seu futuro sem pressões externas. Eles batem constantemente na tecla de que o futuro deve ser decidido por eles mesmos.
Os líderes dos cinco partidos no Parlamento da Groenlândia soltaram uma frase impactante, deixando bem claro o momento atual em que estão inseridos e reafirmando a busca pela independência do território. “Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser groenlandeses”, disseram.
Esse “apelo” surge principalmente depois os repetidos comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a importância estratégica da ilha. O mandatário chegou até mesmo a falar que Washington (capital dos EUA), poderia atuar para assumir o controle, inclusive por meio de compra ou ações mais duras.
Trump “zombou” de defesas da Groenlândia
Mais recentemente, no último domingo (11), Donald Trump novamente disparou ameaças contra a Groelândia, e dessa vez, usou um tom bem diferente do que os de ameaças que vinha proferindo. Dessa vez, o mandatário norte-americano “zombou”, de certa forma, das defesas groenlandesas, dando a entender que seria uma tarefa fácil tomar o controle através de investidas.
“Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão, e não vou deixar isso acontecer. Eu gostaria de fazer um acordo com eles, é mais fácil. Mas a teremos de um jeito ou de outro. E sabe qual a defesa da Groenlândia? Basicamente dois trenós puxados por cachorros”, disse.









