As hidrelétricas têm papel estratégico na geração de energia limpa não só no Brasil mas em todo o mundo. Elas aproveitam a força da água para produzir eletricidade de forma contínua, reduzindo a emissão de poluentes. Não é à toa que são consideradas como essenciais para o crescimento econômico e a segurança energética de muitos países.
Na África, dois países decidiram apostar pesado nesse tipo de infraestrutura. Zâmbia e Zimbábue chegaram a um acordo para investir cerca de R$ 22,6 bilhões na construção de uma mega hidrelétrica com capacidade de gerar 2.400 MW, sendo um dos mais ambiciosos projetos da história do continente.
O projeto é de que a usina seja construída no desfiladeiro de Batoka, no rio Zambeze, próximo às famosas Cataratas Vitória. A localização é estratégica, até mesmo por já concentrar outras estruturas de geração de energia.
Do total de energia produzida, cada país deverá receber aproximadamente 1.200 MW. Isso deve servir para aliviar drasticamente a pressão que vem acontecendo sobre sistemas elétricos que hoje sofrem com falhas constantes e dependência de importações.
O investimento inicial confirmado gira em torno de US$ 440 milhões, valor que será dividido igualmente entre os dois governos. Esse montante servirá para destravar o projeto, que estava parado há anos por falta de recursos.
O custo total da obra é bem maior do que o valor citado cima, podendo ultrapassar US$ 4 bilhões. Não é à toa que Zâmbia e Zimbábue buscam atrair investidores privados e organismos internacionais para participar do financiamento.
Projeto deve impulsionar drasticamente a economia local
Além da geração de energia, que por si só, já representa um grande avanço no continente africano, a nova hidrelétrica deve impulsionar a economia local. A construção promete criar milhares de empregos diretos e indiretos que certamente beneficiará milhares de trabalhadores por lá.





