A viagem mais longa do território brasileiro é um verdadeiro desafio para quem decide encará-la. Trata-se do trajeto que liga Belo Horizonte, em Minas Gerais, a Cariacica, na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo, que estende-se por 664 km pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), operada pela Vale.
Essa é a viagem de trem diária mais longa do Brasil. É uma das raras opções de transporte ferroviário de passageiros de longo curso que permanecem ativas no país nos dias atuais. São nada menos que 14 horas de duração – tempo de muitas viagens longas de avião que atravessam continentes.
O trem é um meio de transporte essencial para os moradores das cidades por onde passa a ferrovia. É uma alternativa mais segura e barata às curvas perigosas da BR-262. Para manter a linha em operação, uma exigência do vínculo de concessão, a Vale utiliza a mesma malha para o transporte de minério de ferro.

Para encarar a jornada, recomenda-se uma preparação especial para um dia inteiro de viagem. Importados da Europa, os vagões atuais oferecem duas categorias de conforto: classe executiva e classe econômica. A executiva, obviamente, proporciona uma experiência melhor ao passageiro.
Ela garante mais espaço e poltronas com maior ângulo de reclinação, com tomadas individuais, descanso para os pés e áudio individual para entretenimento. A composição do trem contempla vagões destinados a lanchonete e restaurante.
40 cidades em 14 horas
Ao longo das 14 horas de deslocamento, o trem realiza 40 paradas estratégicas, atendendo diversas comunidades mineiras e capixabas. Em funcionamento desde 1907, a ferrovia transporta anualmente mais de 1 milhão de passageiros.
É uma viagem extensa, é verdade. Mas o percurso se torna menos exaustivo pela paisagem que pode ser contemplada. As janelas revelam montanhas, rios e matas nativas do Sudeste brasileiro. Nas proximidades de Belo Horizonte, por exemplo, os trilhos atravessam as paisagens preservadas do Parque Nacional da Serra da Gandarela.





