Nos anos 1930, alguns pais nos Estados Unidos adotaram a prática de colocar seus filhos em gaiolas de ferro penduradas nas janelas dos apartamentos. Essa ideia surgiu a partir do conceito de “arejar”, introduzido pelo médico Luther Emmett Holt em seu livro “The Care and Feeding of Children”.
Holt defendia que a exposição ao ar fresco ajudaria os bebês a desenvolverem melhor a imunidade e a saúde geral, aumentando a resistência a doenças. A prática de usar gaiolas para bebês ganhou popularidade quando Eleanor Roosevelt, em 1906, decidiu pendurar uma gaiola de arame na janela de seu apartamento em Nova York para que sua filha, Anna, pudesse dormir ao ar livre.
Essa situação gerou demanda por produtos semelhantes, levando ao lançamento de itens como o “Berço de Janela dos Boggins”, descrito no livro “The Health-Care of the Baby”. Esse berço, adaptado para janelas, oferecia uma solução para os pais que não tinham acesso a jardins ou áreas externas.

A popularização e o declínio do uso
Nos anos seguintes, o uso das gaiolas se espalhou, especialmente nos Estados Unidos e na Inglaterra, atingindo seu auge na década de 1930. No entanto, a crescente preocupação com a segurança infantil começou a mudar a percepção sobre essa prática.
As gaiolas, que antes eram vistas como uma solução prática para a exposição ao ar livre, passaram a ser questionadas quanto à segurança de pendurar crianças em janelas.
Com a evolução do entendimento sobre a segurança das crianças, a prática de usar gaiolas ao ar livre foi gradualmente abandonada. A ideia de deixar bebês suspensos em janelas não era considerada segura, levando à diminuição do uso desse método.





