A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada do mercado de dois produtos alimentícios que utilizavam creatina como ingrediente. Um picolé e uma paçoca foram proibidos de serem vendidos.
Apesar de ser um suplemento amplamente consumido por quem pratica atividades físicas, a creatina não é autorizada para uso em preparações alimentares, sendo liberada apenas em suplementos voltados ao público adulto.
Popular entre atletas, creatina segue em alta nas academias
O suplemento ganhou espaço entre pessoas que buscam mais resistência e desempenho nos treinos. Usuários relatam aumento da disposição e maior força muscular ao longo das sessões de exercício.
A gerente comercial Andressa Verônica Silva, consumidora há mais de dois anos, destaca o impacto no rendimento. Já outros praticantes apontam benefícios como maior hidratação muscular e ganhos de massa magra.

Produtos barrados após análise da agência
O caso mais recente envolve um picolé de açaí, guaraná e canela que trazia creatina misturada à receita. Antes disso, a Anvisa já havia determinado a suspensão de uma paçoca pelo mesmo motivo. Ambos foram classificados como irregulares por incluírem uma substância que só pode ser ofertada em formatos específicos e sob orientação adequada.
Especialistas alertam para riscos do uso incorreto
Para o médico Alexandre Torelli, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, a decisão da agência é necessária para evitar riscos provocados pelo consumo descontrolado. Ele explica que suplementos exigem rigor na dosagem, algo impossível de garantir quando misturados a alimentos comuns.
No caso do picolé, o problema é ainda maior: ao entrar em contato com água, a creatina pode gerar creatinina, substância que pode afetar o funcionamento dos rins.
Orientações para uso seguro do suplemento
Embora o corpo produza creatina naturalmente, muitos praticantes de atividade física recorrem ao suplemento para aumentar energia e melhorar desempenho. Entretanto, a ingestão excessiva pode ser prejudicial. De acordo com Torelli, doses de até 5 gramas por dia para homens e 3 gramas para mulheres se mantêm dentro de um limite seguro, acima do qual existe risco de sobrecarga renal.




