Ao cavar o solo a uma profundidade de cinco quilômetros, o Reino Unido encontrou uma substância que pode vir a substituir o petróleo. Trata-se de um elemento baseado no calor geométrico, capaz de gerar eletricidade limpa e constante para milhares de residências.
Liderado pela Geothermal Engineering Limited, o projeto representa uma das iniciativas de energia renovável mais ambiciosas da Europa. As perfurações extremas em rocha granítica extraem água a temperaturas superiores a 190º, o que é suficiente para alimentar turbinas e produzir eletricidade sem emissões poluentes.
Um dos principais pontos do modelo energético é o funcionamento contínuo, não dependente de fatores externos como vento ou radiação solar. Isso faz com que a central gere eletricidade 24 horas por dia, tornando-se uma opção mais estável em comparação com outras tecnologias renováveis intermitentes.

Localizada perto de Redruth, a infraestrutura aproveita uma falha geológica conhecida como Zona de Falha de Porthtowan, de onde a água quente é bombeada para a superfície. Após ser usada para gerar energia, a água é resfriada a cerca de 50°C, permitindo que um segundo processo se inicie: a extração de minerais estratégicos.
Reino Unido mira diminuição da dependência do petróleo
O sucesso dessa nova empreitada marca um ponto de virada na estratégia energética do Reino Unido. Ainda mais considerando o contexto global atual, em que os países se veem em meio a incertezas relacionadas ao fornecimento de petróleo e cada vez mais inclinados ao processo de transição energética.
As autoridades britânicas acreditam que este tipo de instalação pode contribuir para o fortalecimento da segurança energética nacional. A região de Cornualha, por exemplo, oferece condições geológicas ideais para esse modelo de projeto.
As formações graníticas da região armazenam calor de forma eficiente, assim facilitando a exploração de energia geotérmica em larga escala com um impacto ambiental reduzido.





