Após 43 anos de operação, uma família americana vendeu sua empresa de equipamentos elétricos por R$ 8,36 bilhões (1,7 bilhão de dólares). Graham Walker, ex-CEO da Fibrebond Corp., decidiu compartilhar parte do lucro com seus 540 funcionários, distribuindo R$ 1,18 bilhão (240 milhões de dólares) entre eles.
Antes de finalizar a venda da Fibrebond para a gigante Eaton, Walker incluiu uma condição no contrato: 15% do valor da venda seria destinado aos funcionários. Essa decisão foi uma forma de reconhecer o trabalho árduo de sua equipe ao longo dos anos.
O pagamento será feito em parcelas ao longo de cinco anos, com uma cláusula de retenção, obrigando os funcionários a permanecerem na empresa para receber o valor total. Aqueles que têm mais de 65 anos estão isentos dessa condição, permitindo que se aposentem imediatamente.
No dia do pagamento, as reações dos funcionários variaram entre incredulidade e emoção. Muitos não conseguiam acreditar que estavam recebendo uma quantia tão significativa. Um funcionário chegou a perguntar se havia câmeras escondidas, enquanto outro comemorou dirigindo um carrinho de golfe com o punho erguido.
A História da Fibrebond
A Fibrebond foi fundada em 1982 por Claud Walker, pai de Graham, e começou construindo estruturas para equipamentos de telefonia e elétricos. A empresa enfrentou desafios significativos, incluindo um incêndio em 1998 que destruiu a fábrica e a queda na demanda após a bolha da internet. Durante os momentos difíceis, a família Walker manteve os salários dos funcionários, o que gerou lealdade entre a equipe.
A recuperação da Fibrebond veio após um investimento de 150 milhões de dólares em infraestrutura para data centers, o que se mostrou lucrativo durante a pandemia de Covid-19. A demanda por serviços em nuvem impulsionou as vendas, que cresceram quase 400% nos últimos cinco anos, atraindo o interesse de empresas maiores.





