Jogador que fez ataque racista a Vini Jr. pode acabar prejudicando a Seleção da Argentina na Copa do Mundo. O atleta em questão é Gianluca Prestianni, do Benfica, punido por “conduta discriminatória” cometida contra o brasileiro na partida contra o Real Madrid, pela Liga dos Campeões da Europa, em fevereiro.
Após a punição de seis jogos imposta pela Uefa, o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu que a suspensão deve ter efeitos mundiais. Ou seja, a penalização não abrange apenas as partidas nacionais e continentais, mas também os torneios organizados pela entidade máxima do futebol.
Caso o atacante seja convocado para disputar a Copa do Mundo pela Argentina, por exemplo, ficará de fora dos primeiros dois compromissos da fase de grupos. Ele foi chamado pelo técnico Lionel Scaloni para os amistosos de março e tem chances de constar na relação final do comandante albiceleste para o Mundial.

A pena aplicada pela Uefa, vale lembrar, foi de seis partidas, sendo três delas em “condicional”, o que significa que ele deverá cumprir três delas, desde que não volte a cometer a mesma infração em dois anos. Como já cumpriu uma, ainda restam duas a serem cumpridas em competições internacionais.
Fifa criou “regra Vini Jr.” para a Copa
Além da punição imposta pela federação europeia, o caso de racismo de Prestianni gerou mudanças nas regras do futebol. Recentemente, a International Board anunciou que os atletas que usarem a camisa para esconder ofensas a colegas em campo deverão ser expulsos e retirados do gramado.
Essa medida passará a valer a partir da Copa do Mundo. O maior torneio de futebol do planeta começará no dia 11 de junho, com México e África do Sul fazendo a estreia no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México, palco do tricampeonato da Seleção Brasileira em 1970.





