O Brasil ganhou um forte concorrente nas exportações de café para a China. Trata-se da Etiópia, contemplada pelo regime de tarifas zero para 53 países africanos estabelecido pela nação asiática agora em maio. A medida impulsionará o aumento das atividades entre ambos e ampliará a oferta de produtos etíopes no mercado chinês.
Segundo Seid Omer, representante de um dos principais exportadores de café da Etiópia, a nova regra irá beneficiar tanto agricultores quanto exportadores, assim contribuindo para o desenvolvimento econômico do país. O volume de exportação que antes chegava a 3 mil toneladas, hoje supera 50 mil toneladas por ano.
“Comprar café etíope ficará mais barato. Isso significa que a participação do café africano no mercado chinês aumentará. Os exportadores poderão ampliar as compras junto aos agricultores, e os agricultores terão a oportunidade de elevar os preços, então esta é uma excelente notícia”, afirmou.

Para especialistas da área, a política tarifária de Pequim deve ajudar a equilibrar a balança comercial entre os dois países. Atualmente, o país africano está entre os cinco maiores produtores de café do mundo. No ano passado, a China se tornou seu quarto maior mercado de exportação, o que é bastante significativo.
Brasil ganha concorrente em negócio com a China
Conforme destacado anteriormente, o Brasil ganhou um forte concorrente no mercado de exportação de café. Isso porque, assim como a Etiópia, o país também faz negócio com Pequim comercializando o produto.
Em 2025, os chineses habilitaram 183 novas empresas brasileiras de café a exportar o produto para eles. A medida passou a valer no fim de junho, em meio ao tarifaço imposto por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.
As importações líquidas de café por parte da China cresceram 13,08 mil toneladas entre 2020 e 2024. O potencial de crescimento é medido pelo consumo per capita no país, que é de xícaras/ano, abaixo da média global de 240.





