Dinheiro é sempre importante para todos nós, principalmente quando ele chega como um adicional, um complemento para nossa renda ou até mesmo para ajudar a nos livrar de determinadas contas.
Mas, existem casos que o valor está disponível, mas não foi sacado. E essa é uma situação que envolve milhões de brasileiros e que vale dar uma conferida.
Os recursos liberados pelo governo federal para o saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já somam R$ 16,7 bilhões desde dezembro do ano passado. Desse montante, R$ 14,9 bilhões já foram retirados pelos trabalhadores, enquanto cerca de R$ 1,8 bilhão permanece disponível para saque.
Os números foram apresentados na última terça-feira (16) durante a 205ª Reunião Ordinária do Conselho Curador do FGTS. A liberação dos valores ocorreu de forma escalonada em três etapas.
A primeira, em 29 de dezembro de 2025, disponibilizou R$ 3,8 bilhões para 12,6 milhões de trabalhadores. A segunda fase, realizada entre 2 e 12 de fevereiro de 2026, liberou R$ 4,7 bilhões para 10,1 milhões de pessoas.
Já a terceira etapa, concluída em 1º de junho de 2026, colocou à disposição R$ 8,2 bilhões para outros 10,3 milhões de trabalhadores. Os recursos foram destinados a trabalhadores que aderiram à modalidade de saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre os anos de 2020 e 2025.

Medida liberou os pagamentos ao brasileiros
A autorização para a liberação dos valores foi estabelecida pela Medida Provisória nº 1.331, publicada em 23 de dezembro de 2025. Os créditos foram depositados nas contas previamente cadastradas pelos beneficiários.
Os dados também mostram que a maior parte dos saques realizados foi de pequenos valores. Cerca de 64,88% dos trabalhadores retiraram quantias de até R$ 500. Outros 28,95% sacaram entre R$ 500,01 e R$ 3 mil, enquanto 4,88% receberam valores entre R$ 3.000,01 e R$ 10 mil. Já os saques superiores a R$ 10 mil representaram apenas 1,29% do total.
Em relação aos canais de pagamento, o crédito em conta da Caixa Econômica Federal foi a opção mais utilizada, respondendo por 50,32% dos saques. Em seguida aparecem os depósitos em contas de outros bancos, que representaram 39,25% das operações, e os canais físicos de atendimento, responsáveis por 10,42% dos pagamentos.





