Você já viu ou deixou o seu cachorro preso em algum poste na rua? Como ficou o seu animal? Tinha capacidade para se locomover? Ficou muito estressado? Tem uma cidade no interior de São Paulo que está de olho na saúde dos pets para fiscalizar o modo como os donos “prendem”.
A Câmara Municipal de Campinas está em votação para proibir o confinamento de animais domésticos em espaços que restrinjam mobilidade ou provoquem estresse. A punição entraria no Estatuto de Proteção Animal e poderia levar a multa na casa dos R$ 19,3 mil. Em caso de reincidência, o valor dobra.
A punição não se aplica somente aos donos dos cachorros, mas também a empresas. Nesse caso, a pena passa de uma punição para possiblidade de cassação da inscrição municipal e do alvará. A medida reforça o movimento da saúde de maior cuidado e atenção para com os pets, que se tornaram figurais cruciais no cotidiano.
Não à toa, o texto do projeto adota uma postura naturaliza quando caracteriza o ambiente “ideal” para os cachorros. “(permitir) o exercício do comportamento natural de cada espécie, respeitando suas necessidades anatômicas, fisiológicas, biológicas e etológicas, além de garantir espaço adequado para cada fase de desenvolvimento do animal.”

Maus tratos contra animais aumenta no último ano
Quatro mil denúncias foram abertas, segundo o Conselho Nacional de Justiça, em 2024 no Brasil contra o maus-tratos aos animais domésticos. No último ano, em 2025, o número aumentou em 20% e atingiu a triste marca de cinco mil. Na média, foram 13 denúncias por dia.
Os cachorros são as vítimas mais conhecidas e comuns, justamente pela presença no cotidiano dos brasileiros e brasileiras. Atitudes de reconhecimento e endurecimento à proteção animal tem o objetivo de amenizar uma situação que já teria de estar em um rumo contrário na sociedade atual.





