Uma cidade paulista, registrou uma queda de 12,4% no número de famílias atendidas pelo Bolsa Família em um intervalo de um ano. Em março de 2026, a cidade contava com 51.235 beneficiários ativos, uma redução em relação aos 58.518 registrados no mesmo mês do ano anterior.
Desde que o programa voltou a ser chamado de Bolsa Família em março de 2023, a queda acumulada no número de beneficiários atingiu 22,3%. O histórico dos dados é revelador: em março de 2023, 65.953 famílias eram atendidas, número que caiu para 61.012 em março de 2024 e, posteriormente, para os atuais 51.235.
Essas famílias representam cerca de 134.219 pessoas beneficiadas, o que equivale a aproximadamente 11,29% da população estimada de Campinas, que é de 1.187.974 habitantes.
Investimentos e benefícios
Em março de 2026, o governo federal investiu R$ 34.541.620,00 no programa em Campinas, resultando em um benefício médio de R$ 682,60 por família. Esse investimento é fundamental para entender a dinâmica do programa e seu impacto na vida dos beneficiários, especialmente em um contexto onde a redução de atendimentos ocorre.
Segundo o governo federal, a redução no número de beneficiários do Bolsa Família pode ser atribuída a diversos fatores. Um deles é a melhora nas condições de emprego e renda, que permitiu que muitas famílias se inserissem no mercado de trabalho, alcançando rendimentos superiores ao limite para permanência no programa.
Além disso, o aprimoramento do Cadastro Único tem contribuído para uma base de dados mais precisa, evitando pagamentos indevidos. Outro aspecto importante é a lógica do programa, que visa apoiar famílias em situação de vulnerabilidade até que consigam retomar a autonomia financeira.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome realiza uma análise automatizada mensal das famílias inscritas, considerando elegibilidade e atualização cadastral.





