Pesquisadores do Centro Federal de Pesquisa “Instituto de Catálise Boreskov”, em colaboração com a Universidade Estatal de Novosibirsk, estão desenvolvendo tecidos capazes de se limpar sozinhos. A tecnologia utiliza uma mistura de dióxido de titânio e nitrogênio, que atua sob luz solar ou luz artificial com comprimento de onda próximo a 450 nanômetros.
O dióxido de titânio absorve radiação ultravioleta, enquanto o nitrogênio acelera a decomposição de contaminantes, tornando o processo de autolimpeza eficiente em tecidos de algodão, poliéster e superfícies sintéticas.
A composição desenvolvida mantém suas propriedades mesmo após várias lavagens e por mais de dois anos de uso. Segundo os cientistas, o material é seguro para contato humano, apresentando baixa citotoxicidade e boa compatibilidade com a pele.
Além de tecidos, os pesquisadores estudam a aplicação da tecnologia em superfícies metálicas e de madeira, ampliando o potencial de uso em diferentes ambientes. A expectativa é que, além de roupas, o revestimento possa ser útil em áreas que exigem altos padrões de higiene.

Aplicações e impacto da tecnologia
O processo de autolimpeza é capaz de atuar sobre contaminantes químicos, como acetona, e também sobre agentes biológicos, incluindo vírus, ácidos nucleicos, fungos e diversas bactérias.
Por isso, a tecnologia tem grande potencial em laboratórios, hospitais e instituições médicas, onde reduzir a exposição a substâncias químicas e agentes patogênicos é essencial. A utilização de tecidos autolimpantes pode contribuir para aumentar a segurança dos profissionais e diminuir o risco de contaminação cruzada.
Além do setor de saúde, o desenvolvimento de roupas autolimpantes também pode impactar a indústria têxtil e o cotidiano das pessoas. Tecidos que mantêm-se limpos por longos períodos reduzem a necessidade de lavagens frequentes, contribuindo para economia de água e energia.





