Vivendo uma crise interminável, o Botafogo foi punido com o sexto transfer ban nesta terça-feira (9). Por conta da dívida que o clube carioca tem com o Nacional, pela contratação de Lucas Villalba, a Fifa aplicou mais uma penalidade que ameaça fortemente os planos do Glorioso.
Em janeiro deste ano, o Alvinegro de General Severiano acertou a compra de Villalba junto ao Nacional por 3 milhões de dólares (R$ 16,3 milhões na cotação da época. Aliás, na ocasião em que foi apresentado, o jogador sequer podia ser inscrito justamente por conta das punições anteriores acumuladas.
Além da aquisição do uruguaio, o Fogão tem outras cinco pendências a resolver nos tribunais. São elas referentes às contratações de Thiago Almada (Atlanta United), Rwan Cruz (Ludogorets), Santi Rodríguez (New York City) e Artur (Zenit). Juntos, os débitos representam um risco real.
O transfer ban é uma medida disciplinar, que, em si, não resulta na perda de pontos de forma imediata. Mas o descumprimento persistente das regras é considerado infração grave pela entidade máxima do futebol. Ou seja, a reincidência pode acabar fazendo o Botafogo vir a perder pontos e, consequentemente, se complicar no Brasileirão.

Botafogo está afundado em dívidas
Os seis transfer bans refletem o atual momento institucional do clube. A SAF botafoguense superou a marca de R$ 2,5 bilhões em dívidas, sendo cerca de R$ 1,1 bilhão atrelados apenas ao pagamento de contratações de jogadores realizadas durante a gestão Textor.
Já as dívidas tributárias, que incluem INSS, FGTS e impostos de renda, somam aproximadamente R$ 420 milhões. Não por acaso, o clube protocolou um pedido de recuperação judicial para reestruturar grande parte desse passivo.
Em campo, isso se reflete no enfraquecimento do elenco e no risco de perder pontos e acabar se complicando no Brasileiro. Um rebaixamento neste momento seria um baque e tanto para o campeão de 2024.





