Com a chegada do período de chuvas e o consequente aumento do risco de contaminação por dengue, moradores do Distrito Federal têm buscado alternativas naturais para afastar o mosquito Aedes aegypti. Entre elas, o difusor artesanal de citronela fresca com álcool, recomendado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, tem ganhado destaque por ser simples, acessível e de baixa toxicidade.
A iniciativa vem sendo reforçada pela UBS 4 do Recanto das Emas, que tem promovido oficinas comunitárias para ensinar o preparo do produto. Na mais recente, realizada nesta segunda-feira (25), cerca de 20 moradores participaram. Segundo a farmacêutica Priscila Ciarline, a região é considerada vulnerável à dengue, e o objetivo das capacitações é formar multiplicadores de boas práticas. “Já ensinamos mais de cem pessoas em quatro oficinas este ano”, afirma.
Ideia simples para espantar a dengue
Moradores aprovam a estratégia. A dona de casa Elisette Lima, 47, contou que soube da oficina durante uma consulta médica e já pretende aplicar o conhecimento em casa. “É uma ideia simples e muito útil”, avaliou.

Paralelamente às ações educativas, a Secretaria de Saúde mantém estratégias permanentes de combate às arboviroses, como chikungunya e zika. Com o período chuvoso, porém, o alerta aumenta: um único ovo do Aedes aegypti pode sobreviver mais de um ano à espera de água para se desenvolver.
O subsecretário de Vigilância em Saúde, Fabiano do Anjos, destaca que produtos à base de citronela ajudam a espantar o inseto, mas não substituem as medidas tradicionais de prevenção. “Eliminar água parada, manter terrenos limpos e cuidar das calhas ainda é essencial para impedir a proliferação do mosquito”, reforça.
A orientação da SES-DF é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde ao apresentar sintomas como febre de 38°C, dores no corpo, manchas vermelhas na pele, mal-estar e náuseas — sinais compatíveis com casos leves de dengue.
Como funciona o difusor natural
O difusor é produzido com citronela fresca picada e álcool 70%, deixados em infusão por sete dias em recipiente de vidro. Depois, o líquido é distribuído em frascos menores com palitos de madeira, liberando o aroma repelente no ambiente. O horário mais recomendado para o uso é entre 17h e 18h, quando a atividade do mosquito costuma ser maior.
A proposta une economia, praticidade e prevenção — reforçando o papel da comunidade no enfrentamento à dengue no Distrito Federal.





