O DNIT vai investir R$ 5,38 milhões na contratação do projeto executivo de uma ponte estimada em R$ 1,37 bilhão, que deve ligar Mato Grosso do Sul ao Paraná em uma nova ligação rodoviária da BR-376, com impacto direto na logística e no escoamento da produção agrícola entre os dois estados.
O investimento faz parte do planejamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que prevê a elaboração do projeto executivo como etapa inicial antes da execução da obra. A intervenção integra um conjunto de melhorias na BR-376, considerada estratégica para o transporte regional.
O edital aponta que a rodovia se conecta à BR-267, que segue até Porto Murtinho, onde outra ponte já está em construção dentro do contexto da rota bioceânica. Essa ligação busca integrar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile em um corredor internacional de transporte.
Planejamento da obra e importância da BR-376
A BR-376 é vista como um dos principais eixos logísticos da região, especialmente por conectar áreas produtivas ao Porto de Paranaguá, no Paraná. O deputado estadual Roberto Hashioka, que acompanha o projeto desde quando foi prefeito de Nova Andradina entre 2013 e 2016, destaca o papel da rodovia no agronegócio.
Segundo ele, a estrada é fundamental para o transporte de grãos vindos de diferentes regiões, incluindo Rondônia, Mato Grosso e o norte de Mato Grosso do Sul. Esse fluxo deve ser ainda mais eficiente com a nova ligação entre os estados.
A proposta também prevê integração entre Nova Andradina, Taquarussu e São Pedro do Paraná, o que deve reduzir custos logísticos e encurtar distâncias no escoamento da produção agrícola.
Impactos econômicos e integração regional
Além da logística, o projeto também é associado a impactos no turismo regional. A expectativa é de maior circulação entre os estados, com sul-mato-grossenses visitando o Noroeste do Paraná e paranaenses viajando para o Mato Grosso do Sul.
Essa maior integração deve fortalecer o comércio local e ampliar o fluxo de pessoas entre regiões que hoje têm deslocamento mais limitado, justamente pela falta de ligação direta eficiente.
O anteprojeto da obra foi custeado pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) e apresentado aos governadores Carlos Massa Ratinho Junior e Eduardo Riedel em março deste ano, reforçando o avanço do planejamento.

Etapas, cronograma e execução da ponte
A contratação do projeto executivo terá prazo de 12 meses e é considerada essencial para viabilizar a futura obra. A abertura das propostas está prevista para junho, marcando avanço no processo conduzido pelo DNIT.
O projeto prevê cerca de 60 quilômetros de intervenções, incluindo pavimentação, restauração e duplicação de trechos da BR-376. Essas melhorias fazem parte do conjunto necessário para suportar o aumento do fluxo de veículos após a nova ligação.
A ponte em si terá aproximadamente dois quilômetros de extensão, com investimento estimado em R$ 1,37 bilhão e prazo de execução de cerca de 48 meses após a ordem de serviço.
A proposta depende da conclusão do projeto executivo, que vai detalhar custos, engenharia e viabilidade técnica da obra. Só depois dessa etapa será possível avançar para licitação e início da construção.
De forma geral, o investimento do DNIT reforça a importância da BR-376 como corredor estratégico entre o Centro-Oeste e o Sul do país, com potencial de reduzir custos logísticos, melhorar o transporte de cargas e ampliar a integração regional ao longo dos próximos anos.





