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Enquanto salário mínimo do Brasil dá para comprar um celular, na Venezuela conseguem comprar um pacote de bolacha

Por Henrique Cesaretti
26/04/2026
Créditos: Freepik

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Um contraste econômico tem chamado atenção ao expor realidades bem diferentes dentro da América do Sul. No entanto, a diferença no poder de compra acaba sendo o ponto central dessa comparação. Até mesmo itens simples do dia a dia ajudam a ilustrar esse cenário de forma direta.

A situação envolve Brasil e Venezuela, com números que mostram um abismo entre os dois países. Justamente enquanto o salário mínimo brasileiro está fixado em R$ 1.621, na Venezuela o valor mensal caiu para o equivalente a R$ 2,34. Esse dado foi calculado com base na cotação divulgada pelo Banco Central da Venezuela.

Poder de compra em queda livre

O salário mínimo venezuelano segue congelado em 130 bolívares desde março de 2022. No entanto, o que realmente mudou foi o valor real desse dinheiro ao longo do tempo. Na época, o montante correspondia a cerca de US$ 30, mas hoje representa apenas US$ 0,43.

Esse recuo está ligado diretamente à perda de valor da moeda local. Justamente o bolívar vem sofrendo com a hiperinflação e com a instabilidade econômica no país. Até mesmo fatores recentes agravaram ainda mais essa desvalorização acelerada.

A crise foi intensificada após a prisão de Nicolás Maduro. Além disso, a moeda também sofreu impacto com a invasão dos Estados Unidos, o que contribuiu para o aumento da pressão econômica. Em 2025, o bolívar acumulou desvalorização de 78,8% frente ao dólar.

Créditos: Wikimedia Commons

O que dá para comprar com cada salário

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Com apenas R$ 2,34 por mês, o consumo na Venezuela se torna extremamente limitado. No entanto, ainda é possível adquirir itens muito básicos dependendo do local de compra. Até mesmo um pacote de bolacha entra nesse cálculo apertado.

Entre as opções disponíveis, produtos mais baratos como bolachas recheadas de marcas populares aparecem na faixa entre R$ 1,90 e R$ 2,30. Justamente isso permite que o valor do salário mínimo cubra, no máximo, um item desse tipo. Já opções maiores, como pacotes de água e sal ou maizena, costumam ultrapassar R$ 4,50.

Em alguns casos, versões menores ou individuais podem ser encontradas. No entanto, essas alternativas também exigem escolha estratégica do consumidor. Até mesmo wafers entram como opção viável, com preços por volta de R$ 2,15 em promoções.

Já no Brasil, o cenário é completamente diferente. Com R$ 1.621, o consumidor entra em outra realidade de consumo. Justamente esse valor permite a compra de produtos tecnológicos mais avançados, incluindo smartphones intermediários.

Créditos: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Tecnologia acessível no Brasil

Dentro dessa faixa de preço, aparelhos com 5G, telas AMOLED e carregamento rápido já estão disponíveis. No entanto, o consumidor ainda pode escolher entre diferentes perfis de uso. Até mesmo opções com foco em desempenho ou câmeras aparecem com facilidade.

Entre os modelos citados estão o Samsung Galaxy A36 5G, com preço entre R$ 1.440 e R$ 1.600. Justamente ele se destaca pela proteção contra água e poeira e suporte prolongado de atualizações. Outro exemplo é o Redmi Note 14 5G, com valores entre R$ 1.380 e R$ 1.500.

Também aparece o Motorola Moto G75 5G, frequentemente encontrado por cerca de R$ 1.550. No entanto, o destaque fica para as câmeras e estabilidade nas fotos. Já o Poco M7 Pro 5G surge como alternativa para quem busca desempenho, com preços entre R$ 1.500 e R$ 1.610.

Esse contraste evidencia como o poder de compra influencia diretamente o acesso a bens. Justamente enquanto um país consegue investir em tecnologia, o outro enfrenta dificuldades até mesmo para garantir itens básicos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Henrique Cesaretti

Henrique Cesaretti

Jornalista formado pela Universidade São Judas Tadeu (SP). Tem passagem pela Rede Minas de Televisão, além de sites esportivos como VerdãoWeb e SPFC.NET. Já atuou como correspondente para diferentes sites, com a redação de notícias.

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