O estado mais novo de todo o território braisileiro abriga a maior ilha fluvial do planeta, com aproximadamente 20 mil quilômetros quadrados de extensão. Trata-se do Tocantins, o mais jovem do país, que contempla Ilha do Bananal, parte fundamental de sua porção de terra.
Formada pela bifurcação de dois grandes rios, a ilha é contornada a oeste pelo braço principal do Rio Araguaia e a leste pelo Rio Javaés. Para se ter uma ideia de sua configuração, um braço menor se separa ao longo do trajeto, enquanto se reencontra com o principal afluente em poucos quilômetros.
A ilha tem uma área superior à de muitos países. Devido ao fato de estar localizada em uma zona de transição, a porção de terra emersa apresenta uma rica mistura de fauna e flora típicas do Cerrado e da Floresta Amazônica. Na avaliação de cientistas, a região funciona como uma espécie de santuário ecológico.

O prestígio conferido por especialistas resultou em investimentos para tornar grande parte da área protegida. Estão dentro da Ilha do Bananal o Parque Nacional do Araguaia, criado para preservar ecossistemas importantes do bioma Cerrado e também áreas de transição com a Amazônia. O território todo abriga uma diversidade de animais e plantas, incluindo espécies raras e ameaçadas de extinção.
Ilha do Bananal envolve preservação cultural e histórica
Além das questões ligadas à natureza, a preservação da ilha também envolve questões como cultura e história. Isso porque a área é o berço de aproximadamente 15 aldeias, como os povos Karajá, Javaé e Avá-Canoeiro (Cara-Preta).
A maior ilha fluvial do mundo permanece em grande parte do ano submersa, ressurgindo de forma exuberante a cada período de seca, trazendo praticamente intocada uma riquíssima biodiversidade. O paraíso natural também é um importante destino para turismo ecológico, pesquisa e preservação ambiental.





