No site oficial do Governo Federal, o Bolsa Família é descrito como o “maior programa de transferência de renda do Brasil”. A ação garante uma renda para famílias em situação de pobreza que, para terem acesso ao direito, precisam comprovar uma renda por pessoa de até R$ 218.
O objetivo, claro, é promover dignidade e possibilidade de convívio em ambientes de saúde, educação e assistência social. Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI), que tenta manter a estabilidade do serviço monetário internacional, realizou um estudo sobre o Bolsa Família e a participação das mulheres no mercado de trabalho.
O dado foca no gênero pois 85% das famílias que são beneficiárias do programa são chefiadas por mulheres. O FMI analisou se o Bolsa Família seria um fator para que as mulheres deixassem de ocupar os espaços de trabalho para viver com a renda advinda do Governo Federal.

Mulheres que recebem Bolsa Família não trabalham?
A conclusão do FMI foi de que o programa não reduz a presença. Ou seja, não é por receber o Bolsa Família que as mulheres deixam empregos. Os únicos momentos de “afastamento” ocorrem por conta dos cuidados com crianças recém-nascidas ou mais novas. Do contrário… É trabalho.
O envolvimento da mulher no mercado é essencial para o crescimento do Brasil, segundo o FMI. Caso a diferença entre o número de homens e mulheres caísse 20%, o país só cresceria em torno de 0,5% nos próximos sete anos.
Por isso, os homens precisam incentivar e ajudar as mulheres com atividades domésticas. Aliás, o FMI apontou que elas gastam até dez horas a mais de trabalho não remunerado na própria casa do que os homens. Desde a parte de cozinhar para a família até as questões de limpeza e higiene do local.





