Uma mineradora canadense, anunciou a descoberta de um diamante azul de 36,92 quilates em Botsuana. Essa descoberta ressalta o valor contínuo de pedras preciosas de alta qualidade, mesmo em um momento em que a indústria de diamantes está mudando seu foco para minerais como cobre e terras raras.
A extração desse diamante foi realizada utilizando tecnologia de transmissão de raios X, que permite identificar e recuperar grandes pedras que podem ter sido negligenciadas em ciclos de processamento anteriores.
Classificação e valor do diamante
O diamante encontrado é classificado como Type IIb, uma categoria rara conhecida por sua cor azul e alto valor de mercado. O CEO da Lucara, William Lamb, afirmou que a recuperação deste diamante “reforça a natureza especial desse ativo”, destacando que os estoques de material ainda são uma fonte importante de produção.
A indústria de diamantes em Botsuana, que é o principal produtor global em termos de valor, está enfrentando desafios devido à queda nas vendas e ao aumento da concorrência de diamantes cultivados em laboratório. Esses diamantes sintéticos são mais acessíveis e têm se tornado cada vez mais populares entre os consumidores.
Em 2025, a Lucara reportou uma queda de 22% em sua receita, totalizando 159,7 milhões de dólares, e uma redução de 35% em seu lucro, que ficou em 26,1 milhões de dólares. Essa situação reflete a escassez de grandes pedras valiosas e as condições de mercado mais fracas.
A diminuição da demanda por diamantes está levando a uma mudança nas estratégias de mineração em toda a África. Empresas como a Botswana Minerals estão se afastando da exploração de diamantes e direcionando seus esforços para a exploração de cobre, considerando a crescente demanda por metais básicos.
A empresa reconheceu que Botsuana “permanecerá subexplorada para metais básicos em relação ao seu potencial geológico”, embora continue a considerar os diamantes parte de sua identidade a longo prazo.





