A Itália está estruturando estratégias para atrair profissionais brasileiros, motivada por demandas econômicas e demográficas. O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, afirmou que Itália e Espanha não devem “abandonar a América Latina à influência chinesa” e destacou a importância de ampliar o diálogo político e econômico com a região.
As declarações foram feitas durante o Fórum de Diálogo Itália-Espanha, realizado em Roma nesta segunda-feira (1º). Tajani ressaltou os laços históricos, culturais e linguísticos entre os países europeus e a América Latina, apontando que Roma e Madri devem atuar de forma mais assertiva dentro da União Europeia para ampliar a presença econômica e política na região.
Segundo ele, os mercados latino-americanos oferecem oportunidades que podem ser exploradas comercial e politicamente, e a entrada de trabalhadores qualificados faz parte dessa estratégia de cooperação e integração.

Demografia e mercado de trabalho
O ministro também destacou a questão migratória. Itália e Espanha estão na linha de frente das rotas migratórias do Mediterrâneo, o que exige políticas coordenadas para conter a imigração irregular.
Tajani defendeu que, paralelamente, os países incentivem a entrada legal de profissionais, garantindo mão de obra necessária para empresas locais e integração no sistema econômico. “Devemos trabalhar cada vez mais para combater a imigração irregular e promover a imigração legal”, afirmou.
Outro ponto enfatizado por Tajani é o envelhecimento populacional e a queda na taxa de natalidade na Europa, que aumentam a necessidade de trabalhadores estrangeiros. Empresas italianas precisam de profissionais qualificados capazes de suprir lacunas no mercado de trabalho e se integrar ao sistema econômico. O plano de atração de brasileiros ainda não foi detalhado publicamente, mas demonstra como a Itália combina políticas migratórias com interesses econômicos e estratégicos.





